Dramaturgo, produtor de rádio e teatro, locutor, jornalista e tradutor. Esse é o perfil profissional do paraibano Vicente de Paula Holanda Pontes, mais conhecido como Paulo Pontes (na foto). Nascido em Campina Grande, em 8 de novembro de 1940, morreu de câncer no estômago, aos 36 anos, no Rio de Janeiro, em 27 de dezembro de 1976. O próximo sábado (27) marcará os 49 anos de sua morte.
Começou sua vida artística como produtor de programas radiofônicos na Rádio Tabajara, em João Pessoa, passando depois a colaborador do jornal A União. Como ator e autor, ele começou no Teatro do Estudante da Paraíba (TEP), encenando a peça ‘Os Inimigos Não Mandam Flores’, de Pedro Bloch. Já no Rio de Janeiro, sua primeira experiência como autor foi no rádio, no programa de humor de Haroldo Barbosa.
Participa, juntamente com Armando Costa, Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar, da fundação do Grupo Opinião e escreve o texto de estreia, o show ‘Opinião’, em 1964. Em 1969, ingressou no grupo de dramaturgia da TV Tupi. Em 1970, escreve o roteiro do show interpretado por Paulo Gracindo e Clara Nunes, ‘Brasileiro: Profissão Esperança’. Em 1971, se torna nacionalmente conhecido com o espetáculo ‘Um Edifício Chamado 200’, protagonizado por Milton Moraes, no Rio de Janeiro, e por Juca de Oliveira, em São Paulo.
Encenou em 1972, também na capital fluminense, a peça ‘Check-Up’, com direção de Cecil Thiré. No ano seguinte, sob direção de Flávio Rangel e com Jorge Dória no papel central, estreia ‘Dr. Fausto da Silva’. Na televisão, Paulo Pontes escreve a série ‘A Grande Família’ com muito sucesso e, em 1975, estreia seu espetáculo mais premiado, o drama ‘Gota d'Água’, em parceria com Chico Buarque, e com o qual ganhou o prêmio Molière de melhor autor.
Autodidata e considerado como um dos homens mais inteligentes e cultos do país, ele viveu durante oito anos com a atriz Bibi Ferreira, que o acompanhou até a morte.
Ainda na quarta-feira (24) será lembrada a data dos 71 anos da morte do cordelista e repentista Zé Limeira, que ficou conhecido como o “poeta do absurdo”. Paraibano do município de Teixeira, ele nasceu no Sítio Tauá, em 1886, e morreu, aos 68 anos, na mesma cidade, em 24 de dezembro de 1954.
Os temas que abordava em suas poesias e repentes eram variados e chegavam, muitas vezes, ao delírio. Zé Limeira ficou conhecido por suas distorções históricas, poesias recheadas de surrealismo e nonsense (sem sentido), e pelos neologismos esdrúxulos que criava.
O livro ‘Zé Limeira, o poeta do absurdo’, de autoria do jornalista e poeta paraibano Orlando Tejo (1935-2018) recriou a figura mitológica do cantador nordestino. Para alguns, o livro é que, de fato, inventa o personagem e estaria mais próximo à criação literária do que do recorte biográfico. “Zé Limeira tornou-se tão famoso devido ao livro de Tejo, que hoje certamente muitos versos absurdos de outros poetas são transferidos para ele. Isso sem falar nos versos (...) que teriam sido escritos por Otacílio Batista e outros amigos de Tejo, depois que este se preocupou com a pequena quantidade de versos autênticos que teria recolhido”, escreve o também poeta Bráulio Tavares.
Vestia-se de forma berrante, com enormes óculos escuros e anéis em todos os dedos, e saía pelos caminhos de sua vida, cantando e versando. Em 1950, aos quinze anos, Orlando Tejo conheceu pessoalmente Zé Limeira em Campina Grande.
Mortes na história da Paraíba
# 22/12/1996 – Fernando de Castro Lobo, músico, advogado, professor, jornalista e escritor;
# 22/12/2014 – Apolônio Cardoso, advogado, professor, radialista, poeta, violeiro e repentista;
# 22/12/2019 – Dejinha de Monteiro (Geneci Bispo Lourenço), músico, cantor e compositor;
# 22/12/2020 – Gitana Lira, professora universitária;
# 22/12/2020 – Bosco Cândido, delegado de polícia e militante político;
# 22/12/2021 – Sérgio Rique, publicitário;
# 23/12/2018 – Tadeu Lira, artista plástico;
# 23/12/2019 – Paulo Costa, radialista, cantor e compositor;
# 23/12/2020 – Manoel Soares Monteiro, desembargador;
# 24/12/1954 – Zé Limeira (Poeta do Absurdo), cordelista e repentista;
# 24/12/2017 – Luciano Bezerra Vieira, historiador e ativista dos direitos GLBTI;
# 24/12/2023 – Jair Pereira, oficial de Justiça e árbitro de futebol;
# 25/12/2019 – Amin Stepple, jornalista e cineasta;
# 25/12/2020 – Antônio Martins, político;
# 25/12/2020 – Normando Sóracles, comunicador, político e empresário;
# 25/12/2023 – Carlos André de Almeida, político;
# 26/12/1968 – Anfrísio Ribeiro de Brito, político;
# 26/12/2018 – Sinfrônio de Lima, dentista e político;
# 27/12/1954 – Otacílio Camelo de Albuquerque, professor, médico, jornalista, escritor, poeta, dramaturgo, ator de teatro e político;
# 27/12/1976 – Paulo Pontes (Vicente de Paula Holanda Pontes), dramaturgo, produtor de rádio e teatro, locutor, jornalista e tradutor;
# 27/12/2003 – Adauto Pereira de Lima, agropecuarista, industrial e político;
# 27/12/2008 – Geraldo Cavalcanti (João Geraldo Figueiredo Cavalcanti), radialista cerimonialista e repórter esportivo;
# 27/12/2020 – Dom Cardoso (José Alves Cardoso), advogado criminalista, escritor, militante da imprensa, pesquisador, radialista, musicólogo e historiador;
# 27/12/2020 – Humberto Trocolli, defensor público;
# 27/12/2021 – Aécio Flávio, político;
# 27/12/2023 – Otílio Neiva Coelho Júnior, empresário;
# 28/12/1979 – Adhemar Alves da Nóbrega, musicólogo, jornalista, professor, escritor e cronista;
# 28/12/1995 – Expedito Santos, radialista;
# 28/12/2018 – José Hercílio Maia, promotor público;
# 28/12/2019 – Thiago de Castro Formiga, médico;
# 28/12/2019 – José Simeão Dias (Zé Carreiro), empresário;
# 28/12/2020 – Fábio Fernandes, político; e
# 28/12/2024 – Ricardo Moisés Gomes de Sousa, engenheiro civil e gestor público.
Fonte: Espaço-PB – Foto: Reprodução – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com
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