BRASÍLIA E SÃO PAULO - O presidente Jair Bolsonaro voltou, neste sábado, 18, a defender o retorno do País à normalidade com a reabertura do comércio e aproveitou para tecer críticas a políticos e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro ignorou mais uma vez as recomendações de distanciamento social por conta do novo coronavírus e fez um novo passeio por Brasília. O chefe do Executivo parou para falar com apoiadores em frente à rampa do Palácio do Planalto e repetiu que são dois os problemas atuais: o novo coronavírus e o desemprego.
“Não tem que se acovardar com esse vírus na frente”, afirmou o presidente em live realizada em frente ao Palácio do Planalto e transmitida em sua página do Facebook neste sábado, 18. Ele ainda criticou governadores que adotaram medidas para fechar o comércio e restringir a circulação de pessoas como forma de incentivar o isolamento social. “Os Estados estão quebrados. Falta humildade para essas pessoas que estão bloqueando tudo de forma radical.”
Sem máscara, Bolsonaro ficou durante cerca de uma hora na rampa da sede do Poder Executivo conversando com seguranças e acenando para apoiadores que começavam a se juntar à grade e que passavam em frente ao Planalto. Acompanhado do deputado Hélio Lopes (PLS-RJ) e seguranças, Bolsonaro desceu a rampa e conversou com populares. O presidente se manteve atrás das grades e não teve contato físico com apoiadores.
"A economia não roda dessa forma. Vai faltar dinheiro para pagar salário de servidor público e o Brasil está mergulhando num caos. Quero crer que não seja apenas uma vontade desses políticos, que não vou nominar aqui, de querer abalar a presidência da República. Não vão me tirar daqui", afirmou o presidente aos populares sem citar nomes.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi lembrado, no entanto, pelos apoiadores que gritaram: "Fora Maia, impatriota". "Estamos com o senhor até o fim", gritaram. Na última quinta, 16, Bolsonaro confrontou Maia e disse em entrevista à rede de TV CNN que a atuação do presidente da Câmara era "péssima" e insinuou que o parlamentar trama contra seu governo. Em resposta, Maia disse que não iria atacar o presidente.
Fonte: Espaço PB com Estadão– Redação: contato@espacopb.com.br
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