Uso de dinheiro vivo sustentou campanhas eleitorais da família Bolsonaro

Publicado em: 23/09/2020 às 15:35
Foto

A família Bolsonaro sustentou campanhas eleitorais de 2008 a 2014 com dinheiro vivo. Segundo reportagem publicada pela Folha de S. Paulo, nesta quarta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus filhos fizeram diversas doações para complementar o orçamento das campanhas.

De acordo com o jornal, a prática funcionou por meio de autodoações em dinheiro vivo e de depósitos em espécie feitos por um membro da família em favor de outro. Neste período, foram injetados R$ 100 mil em espécie que, corrigidos pela inflação, chegam a R$ 163 mil.

Em duas candidaturas, do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), a utilização de cédulas foi responsável por cerca de 60% da arrecadação da campanha.

Na corrida à Câmara Municipal do Rio em 2008, Carlos doou para a própria campanha R$ 10 mil em dinheiro vivo. Flávio também colocou R$ 10 mil e, Jair, R$ 15 mil. Os R$ 35 mil em espécie injetados pela família representam cerca de 60% de todos os recursos arrecadados por Carlos naquela campanha.

Já Eduardo recebeu R$ 30 mil em espécie para sua campanha a deputado federal, em 2014, ano em que estreou na política. De acordo com o jornal, o valor corresponde a mais de 60% de todos os recursos angariados.

Transações em espécie não configuram crime. No entanto, podem ter como objetivo dificultar o rastreamento da origem de valores obtidos ilegalmente. Hoje, por exemplo, esse tipo de movimentação é comunicada automaticamente ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) quando ultrapassa R$ 10 mil.

O uso frequente de dinheiro vivo para pagar contas pessoais é frequente na história da família Bolsonaro que, inclusive, é suspostamente utilizado até na quitação de imóveis em espécie, costume atualmente investigado no chamado caso das "rachadinhas" na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

Carlos, por exemplou, pagou R$ 150 mil em dinheiro vivo por um imóvel quando tinha apenas 20 anos de idade, em 2003. O valor hoje, corrigido pelo IPCA, é equivalente a R$ 366 mil. As informações são do jornal Estado de S. Paulo e foram publicadas nesta quarta-feira (23).

 
 
  
 
 
 
 
 
 


Fonte: EspaçoPB com Yahoo - contato@espacopb.com.br

Comentários: