O Brasil registrou uma morte violenta de vítimas LGBTQIA+ a cada 34 horas no ano passado, segundo dados coletados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). O levantamento da organização mapeou ao menos 256 vítimas ao longo de 2022, dentre as quais 242 morreram por homicídio e outras 14 por suicídio.
O GGB reúne há décadas os registros de mortes violentas contra pessoas LGBTQIA+ no Brasil. Os dados são compilados com base em notícias publicadas na imprensa, única forma encontrada de driblar a subnotificação dos casos e a falta de informações unificadas e sistematizadas entre os entes da federação.
De acordo com o levantamento da organização, registrado por João Ker, no Site Híbrida (clique aqui para ver a publicação original), a maioria das mortes violentas contra LGBTQIA+ no ano passado foi registrada entre os gays, que representam 52,34% dos casos, com 134 vítimas. Eles são seguidos pela população transgênera feminina, que viu 110 travestis e transexuais mortas (42,96% do total).
O GGB reforça, entretanto, que travestis e transexuais têm 19% a mais de chance de sofrerem crimes letais que os homossexuais, seguindo a proporção de população estimada para cada grupo e o total de vítimas. Bissexuais, lésbicas, “heterossexuais” (dois confundidos com gays) e homens trans correspondem a 4,68% do total de registros.
Fonte: Espaço PB com Site Híbrida (João Ker) – Foto: Reprodução – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com
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