De vez em quando se escuta que algo ou alguém “foi para a cucuia”. A frase popular tem como principal sentido dizer que alguma coisa ou alguém se foi, sumiu, morreu. E a origem disso tem a ver com a Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Em outras regiões do país, como em Minas Gerais por exemplo, se diz “foi pras cucuia”, no sentido de algo foi perdido, derrotado, sem recuperação.
Inaugurado em 1904, o Cemitério da Cacuia, que fica na Ilha do Governador, tornou-se sinônimo coloquial de morrer. “No Rio de Janeiro do início do século XX era muito comum dizer que alguém, quando morria, foi para a Cacuia. Com o tempo foi virando cucuia”, explica o pesquisador Álvaro Mendes.
A expressão não ficou somente no Rio de Janeiro. É usada em outras partes do Brasil. “Falamos bastante no Centro-Oeste”, destaca Luciano de Castro, escritor que mora do estado de Goiás. Luciano de Castro mencionou, ainda, que a expressão foi explicada em um livro de Sérgio Porto (com seu famoso pseudônimo: Stanislaw Ponte Preta), publicado em 1961.
Há uma outra explicação para o sentido do ditado. Teria vindo da língua Tupi. Kui significa cair, ir para a decadência. A duplicação de kui teria resultado em kukui, que acabou em cucuia. Particularmente, prefiro a versão sobre o cemitério na Ilha do Governador. Clique aqui para ler a matéria no original.
Fonte: Espaço PB com Diário do Rio (Felipe Lucena) – Foto: Reprodução – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com
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