Pesquisadora paraibana é a primeira brasileira a ingressar no Massachusetts Institute of Technology

Publicado em: 11/06/2022 às 07:50
Foto

Natural de Patos, no Sertão do estado, a pesquisadora paraibana Chrystinne Fernandes foi a primeira brasileira selecionada para a edição de estreia do programa de bolsa de estudos de pós-graduação e pós-doutorado no Massachusetts Institute of Technology (MIT). O projeto foi idealizado pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein em parceria com Frederico Trajano, CEO da Magazine Luíza.

A sertaneja Chrystinne rompeu barreiras ao ingressar no programa Postdoctoral Fellows Fund. A pesquisadora se formou em Ciência da Computação na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em 2006, e conta com vasto currículo acadêmico.

Para ela, o sentimento de ser a única brasileira no programa é único e indescritível. “É incrível. Fico muito feliz de ter conseguido essa oportunidade. Representar as mulheres, a Paraíba e o povo nordestino é sensacional”, diz a cientista.

Atualmente, ela produz pesquisas na área de saúde, com auxílio da ciência de dados e Internet das Coisas (IoT). Ao portal da UFPB, Chrystinne ressaltou que a ciência da computação tornou-se ainda mais fundamental depois da pandemia de covid-19, principalmente no tocante ao trabalho remoto.

A ciência de dados figura na lista de profissões de alta demanda para os próximos anos, de acordo com o relatório do Future of Jobs, do Fórum Mundial Econômico. No Brasil, apenas 9% das mulheres que trabalham com tecnologia atuam em áreas operacionais. Pesquisa realizada pela consultoria Mercer com cerca de 760 empresas revela que somente 7% ocupam cargos de liderança.

A cientista afirma que na época em que se formou, em 2006, a presença feminina na área era bastante escassa. E lembra que em sua turma, com cerca de 30 alunos, apenas cinco eram mulheres. “Tinha poucas referências femininas, só tive uma professora mulher. Na minha graduação fiquei sozinha. Dessas cinco mulheres só eu me formei”, conta Chrystinne.

A pesquisadora espera ser referência para muitas mulheres que estão iniciando na carreira tecnológica. “Uma vez, fazendo um trabalho de programação de dados, escutei homens falando que mulher não pode programar, e ainda fazendo piadas de cunho sexual”, lembra a cientista da computação. Ainda para o portal, Chrystinne afirma que Inteligência Artificial, Ciência de Dados e Aprendizado de Máquina são áreas promissoras no mercado de trabalho e que essas modalidades ainda abrirão portas.



Fonte: Espaço PB com Correio Braziliense – Foto: Netto Sousa – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com

Comentários: