Paraíba está entre os dez estados que mais mataram travestis e transexuais nos últimos cinco anos

Publicado em: 29/01/2022 às 23:50
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A Paraíba está entre os dez estados que mais mataram travestis e transexuais nos últimos cinco nos, com um total de 27 assassinatos. De acordo com dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), no período de 2017 e 2021, foram 781 homicídios no Brasil e São Paulo foi o estado mais violento nesse espaço de tempo: 105 homicídios. A Paraíba ficou em décimo lugar.

Depois de São Paulo, vem os estados do Ceará, com 73 mortes; Bahia, com 72; Minas Gerais, com 60, Rio de Janeiro, com 59; Pernambuco, 46; Paraná, 36; Pará, 31; e em nono lugar o estado de Goiás, com 27 assassinatos de travestis e transexuais. A grande maioria das vítimas possuía entre 18 e 29 anos; e 81% eram travestis ou mulheres trans negras, segundo a Antra.

Especificamente em relação ao ano de 2021, São Paulo é o estado que mais registrou mortes de pessoas transgêneras no país pelo terceiro ano consecutivo, conforme a Antra. O levantamento anual mostra que o estado teve 25 assassinatos de pessoas trans no ano passado. É praticamente o dobro dos casos do segundo colocado na lista, o estado da Bahia, que teve 13 crimes.

Durante todo o ano de 2021, o Brasil registrou 140 pessoas trans assassinadas no país, sendo 135 travestis e mulheres transexuais, e cinco homens trans e pessoas transmasculinas, conforme reportagem publicada pelo portal G1 nessa sexta-feira (28), em virtude do Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado neste sábado (29).

A secretária da Antra, Bruna Benevides, falou sobre as medidas que são necessárias para combater esse tipo de violência. Segundo ela, o estado brasileiro precisa tomar consciência do problema real e implementar políticas em várias secretarias para evitar esses crimes e também a invisibilidade do grupo.

“Por um lado nós temos uma população em extrema vulnerabilidade, invisibilizado para políticas públicas. E, por outro lado, temos o estado brasileiro omisso que não reconhece a violência específica e que, portanto, não tem implementado ações também específicas para enfrentar esse tipo de violação”, disse Benevides.

“São Paulo precisa, urgentemente, implementar ações políticas públicas pensando no enfrentamento e a erradicação da violência contra pessoas trans e assassinatos, inclusive pensando em articulações com outras secretarias com os sistemas de Justiça e os movimentos sociais para esse enfrentamento”, completou.



Fonte: Espaço PB com G1 (Fábio Turci) – Foto: Reprodução – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com

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