O jornalista, professor e escritor paraibano Wills Leal, 83 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira (7) vítima de uma parada cardiorrespiratória. Ele era natural de Alagoa Nova, graduado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia de João Pessoa (Fafi) e, posteriormente, em Línguas Neolatinas, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), especializando-se em Língua e Literatura Francesa.
Nos anos de 1960, liderou um grupo de amigos e fundou o Clube dos Solteiros, instalado na Boate Maravilha, na Praia de Tambaú, na capital paraibana. Atuou na imprensa como crítico cinematográfico, divulgando os seus trabalhos nos jornais da cidade, em revistas especializadas e até no exterior.
Poliglota, Wills era também membro da Academia Paraibana de Letras (APL). Em 2011, ao completar 75 anos, disse que queria morrer “vivo”: “A melancolia é inerente ao ser humano diante do nascer e do morrer. Todos sabemos que vamos morrer. Se eu morrer, quero morrer vivo, não quero morrer morto”.
A morte de Wills foi lamentada em nota pela Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo da Paraíba (Abrajet-PB): “A Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo da Paraíba – Abrajet-PB comunica e lamenta o falecimento do jornalista paraibano Wills Leal. Ele, que foi o idealizador da Abrajet paraibana, atuou em vários segmentos da cultura paraibana. O óbito, por parada cardiorrespiratória, ocorreu na madrugada desta quinta-feira (7). O breve velório vai acontecer na Central de Velório São João Batista, em João Pessoa e, a seu pedido, o corpo será cremado. Messina Palmeira – presidente da Abrajet-PB.
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