No ato público realizado nessa terça-feira (2) em Campina Grande (PB), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lembrou das políticas públicas inclusivas dos governos petistas e mencionou, especialmente, o programa de construção de cisternas e a transposição das águas do Rio São Francisco. Os dois programas levam água ao Semiárido e ajudam a resolver um problema histórico da região, que sofreu anos com a seca.
No ato ‘Vamos Juntos Pelo Brasil e Pela Paraíba’, realizado no Parque do Povo, o ex-presidente lembrou que a transposição, planejada desde os tempos do Império, ficou na gaveta de diferentes governos e só saiu do papel pelas mãos do único governante que conheceu de perto o drama da falta de água. Em alguns casos, contou, alguns governadores impediam a obra porque se achavam donos do rio.
“Eu digo para todo mundo ouvir: tem 12 milhões de nordestinos que vivem no Semiárido precisando de água e ninguém vai impedir a gente de levar água para matar a sede de milhões de nordestinos. E sabe por que fiz isso? Eu sei o que é, com sete anos de idade, sair com um jumento para ir pegar água no açude, tendo de ficar separando fezes de cabrito, de cavalo, de vaca ou de cabra, caramujo, para levar água para casa, colocar para assentar e, depois que assentava, tirava com uma canequinha para a gente beber. Eu sei o que é carregar água seis léguas de distância na cabeça para poder beber”, lembrou.
Lula defendeu a realização da transposição e criticou a tentativa de quem não se mexeu para que a obra saísse do papel, e que agora tenta se passar pelo pai dela. “Essa gente tem tanta desfaçatez, essa gente é tão mentirosa que é obrigada a mentir mesmo com coisas que sabem que o povo sabe”, lamentou, lembrando também a construção de 1,4 milhão de cisternas para atenuar o flagelo da seca, assim como outros programas de inclusão como Luz para Todos, Bolsa Família, PAA e Pnae e Minha Casa, Minha Vida.
Lula afirmou ainda ter orgulho de nunca ter admitido que o nordestino aparecesse na imprensa por causa do analfabetismo, da desnutrição, da fome e da seca.
“Eu saí de Caetés, em 1952, agarrado no rabo da saia de uma mãe fugindo da seca. A seca é um fenômeno da natureza, mas a fome é falta de vergonha de quem governa este país. A fome não tem nada a ver com a seca, porque depende de política de estado”.
Fonte: Espaço PB com Assessoria – Foto: Ricardo Stuckert – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com
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