Homem é condenado à prisão perpétua pelo assassinato de estudante brasileira na Argentina

Publicado em: 25/12/2022 às 15:05
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Um boliviano de 32 anos foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato da estudante brasileira Luana Cristina Carneiro de Melo, de 24 anos. A jovem foi encontrada morta asfixiada no apartamento em que morava, na cidade de Buenos Aires, em março de 2018. O autor do crime é Iver Uruchi Condori, de acordo com a imprensa argentina.

As investigações mostraram que Condori invadiu o imóvel para roubar o celular da vítima. Ele matou a brasileira para que ela não o entregasse aos policiais. De acordo com a agência de notícias argentina "Télam", o boliviano foi condenado pelo crime de homicídio em concorrência com o crime de furto.

A mãe de Luana, Rosemary Carneiro de Freitas, esteve presente em todas as audiências do julgamento. afirmou que "sempre lutou pela Justiça" e a condenação "representa a persistência dessa luta". Em vida, Luana sempre lutou pela justiça e pelos direitos das mulheres. A condenação de seu assassino, para nós, representa a persistência dessa luta — disse Rosemary, à "Télam". Brasileira foi encontrada morta em Buenos Aires, em 2018.

Embora nada possa trazer nossa Luana de volta, saber que seu algoz não sairá às ruas para ferir outras mulheres, e que a Justiça foi feita em sua memória, nos traz alívio. Agradecemos ao Ministério Público e aos peritos criminais por sua incansável trabalham na busca de respostas e justiça — acrescentou Rosemary.

A sentença foi proferida pelos desembargadores Luis Oscar Márquez, Darío Martín Medina e Claudia Beatriz Moscato, membros do Tribunal Oral e Criminal. Com a decisão, Condori permanecerá preso no Complexo Penitenciário Federal II Marcos Paz, do Serviço Penitenciário Federal (SPF).

O advogado Macos Tosato, que representou a família de Luana, disse que o caso foi "complicado desde o início", pois Condori sempre se declarou inocente e nunca reconheceu o crime, apesar de ter deixado vários rastros.

— O assassino deixou um rastro indelével de sua presença no local. Depois mudou as versões. Acomodou-as às evidências. Ele tentou contradizer um conselho de tanatologistas especialistas, médicos forenses. Foi uma decisão justa — afirmou Tosato.



Fonte: espaçopb@gmail.com com O Globo

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