A menos de uma semana da posse, uma etapa emblemática da cerimônia do início do novo governo segue indefinida: o desfile de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Esplanada dos Ministérios. A equipe de segurança do presidente eleito defende que ele não trafegue em carro aberto, mas o entorno mais próximo de Lula diz que ele resiste à ideia de percorrer o trajeto em carro blindado no domingo.
Lula estaria disposto a manter a tradição de desfilar em carro aberto mas, para policiais da equipe de segurança, a bomba encontrada no aeroporto de Brasília no sábado influencia neste planejamento, que é dinâmico e se molda conforme o cenário. A avaliação é de que com o cenário de hoje, Lula deve utilizar o carro blindado.
Policiais federais que trabalham na proteção do presidente eleito já tinham identificado o risco antes do episódio da bomba no aeroporto de Brasília e incluíam este tipo de ameaça no planejamento.
Outra dúvida quanto ao trajeto de Lula é a de que, se ele optar por fazer em carro aberto, o Rolls Royce presidencial será usado ou não. Em coletiva de imprensa no começo de dezembro, a primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, afirmou que o veículo estaria com o banco danificado, o que, segundo ela, teria ocorrido na posse de Jair Bolsonaro (PL) em 2018.
Será necessário, portanto, verificar as condições do carro para ver se haverá condições de Lula utilizá-lo para desfile em carro aberto. A Polícia Federal também fará uma inspeção no veículo nesta semana. O objetivo dos agentes é oferecer todas as possibilidades para que Lula decida.
O entendimento é de que as ações terroristas são amadoras e que o esquema de segurança que vem sendo preparado será profissional, reforçado, com atiradores de elite e agentes infiltrados entre o público. Petistas também estão empenhados a não deixar que o clima de medo desmobilize a militância — são esperadas 300 mil pessoas na posse de Lula.
Fonte: espaçopb@gmail.com com O Globo
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