O coordenador da bancada federal da Paraíba no Congresso Nacional, deputado Efraim Filho (DEM) – na foto –, considerou “incompletos os levantamentos feitos por um grupo de professores” da área de Gestão Pública da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), dando conta de que a maioria dos parlamentares paraibanos não destinaria recursos de suas emendas para a educação.
“Para estar completo, esse trabalho deveria incluir levantamentos também junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)”, afirmou o deputado, ao justificar que não destinar recursos de suas emendas para a educação não implica necessariamente em dizer que o parlamentar não está preocupado com a educação. “Ele pode fazer isso através de outros canais”, afirmou.
Mesmo incluído entre os que têm emendas destinadas à educação, Efraim saiu em defesa dos colegas, explicando que, além do FNDE, entre esses outros canais que podem ser utilizados pelos deputados para destinar recursos para a educação estão os demais programas do Ministério da Educação (MEC).
Ele detalhou que, através de programas que tratam da aceleração da aprendizagem, por exemplo, os parlamentares conseguem destinar recursos que servem para a construção de escolas e de creches, transporte escolar, mobiliários de escolas, entre outros benefícios. “Então, considerando tudo isso, não é somente pelos recursos exclusivamente das emendas que se pode avaliar a preocupação do parlamentar”, frisou.
No levantamento feito por pesquisadores da UFPB, Efraim ficou entre os seis parlamentares com emendas para a educação. Ele diz que fica contente em ter seu nome citado entre os que “tiveram e têm a educação como prioridade”.
“A gente acredita que a educação é mesmo o maior patrimônio das novas gerações e que investir no conhecimento é essencial”, afirmou o deputado, ao completar que sempre pensou dessa maneira tanto em relação ao ensino fundamental quanto também com relação ao ensino universitário.
Os levantamentos analisados pelos professores foram feitos do ano passado para este ano e revelam, em resumo, que a educação só teve direito a 2,3% das emendas dos parlamentares paraibanos ao Orçamento da União de 2019. Os mesmos levantamentos apontaram ainda que os setores privilegiados das emendas têm sido saúde e assistência social.
Fonte: Espaço PB com jornal A União (Ademilson José) – Foto: Diamante Online – contato@espacopb.com.br
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