Deputado nega envolvimento na chamada “filial do gabinete do ódio” na Paraíba

Publicado em: 14/07/2020 às 06:15
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As informações dando conta de que o chamado “gabinete do ódio” teria uma filial na Paraíba e de que teria parlamentar envolvido, levaram o deputado estadual Cabo Gilberto (Patriota) – na foto – a reagir com indignação. Como fiel escudeiro do bolsonarismo na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), ele considerou que as acusações podem ser dirigidas, mas que não passam de insinuações.

“Eu desconheço ‘gabinete do ódio’ totalmente”, afirmou o deputado, ao considerar que “tudo não passa de armações que, no geral, visam atingir o presidente da República. Como defensor dele, achei que as indiretas foram pra mim, mas é só olhar minhas redes sociais que só coloco as coisas identificando, e quem acusar tem de provar”, alertou.

Ele comentou que tudo isso não é de hoje e que já faz parte da disputa, salientando na sequência “que é como diz aquele ditado comunista: chame-os do que você é e acuse-os do que você faz. O objetivo de tudo isso é atingir Bolsonaro e os apoiadores do presidente”, completou.

Sobre o mesmo assunto, o também deputado estadual Anísio Maia (PT) considerou que o “gabinete do ódio” é um fato e que é motivo para afastar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e que se fosse num país como os Estados Unidos, por exemplo, isso já teria acontecido.

“Não se trata de uma ou outra fake news, de uma mentira solta. Trata-se de todo um grande e poderoso sistema de notícias falsas que, ao meu modo de ver, precisa ser completamente desvendado e punido”, afirmou Anísio Maia, ao salientar que o mais grave de tudo isso é que, muito mais do que a seus operadores, quem mais precisam ser identificados e punidos são os seus financiadores”, disse.

Ele reconhece que, especificamente na Paraíba, o assunto tomou vulto ainda maior depois que a Polícia Federal identificou um blogueiro de Campina Grande (Tércio Arnaud Tomaz) que teria comandado uma filial do “gabinete do ódio” na Paraíba, e que, pelas últimas investigações, estaria hoje trabalhando justamente com o presidente e com um filho dele em gabinetes de Brasília e da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

“Pouco a pouco vai sendo provado como foi a eleição de Bolsonaro”, afirma Anísio Maia, ao salientar que, pelas investigações, em termos de comunicação, tudo acontecia de forma clandestina e ilegal e que são motivos de sobra para culminar num afastamento do presidente”.

“Nós já sabíamos e já imaginávamos como tudo acontecia há muito tempo, mas faltava as comprovações claras que aos poucos vão aparecendo”, afirmou Anísio Maia, ao concluir que a expectativa e o desejo da sociedade agora é que, “muito mais do que operadores, se descubra e se puna quem financiava todo esse sistema de comunicação clandestina e mentirosa”.

Caso antigo

“A ação do ‘gabinete do ódio’ já vinha sendo denunciada pelo nosso partido desde a campanha eleitoral de 2018”, afirmou o deputado federal Frei Anastácio (PT), ao salientar que muitos achavam que era invenção, mas que agora estão vendo diante dos primeiros resultados dessas investigações.

Ele explicou que muitos dos que não acreditavam também terminaram virando vítimas e que o maior dos prejudicados com essa ação criminosa foram os candidatos do PT, sobretudo, Fernando Haddad. “Era uma imensidão de fake news atacando a imagem dele e o seu programa de governo”, lamentou Anastácio, ao completar que agora toda verdade está vindo à tona e tomando conta do país.

O parlamentar lembrou que existe a CPMI das Fake News no Congresso Nacional que está desmascarando a ligação do governo federal com o “gabinete do ódio”, e o próprio Facebook também está agindo ao derrubar as páginas de sua plataforma. “Esperamos agora o reconhecimento da Justiça de que a eleição para presidente foi uma fraude, que a chapa Bolsonaro e Mourão tem que ser cassada, com realização de novas eleições”, defendeu Anastácio.



Fonte: Espaço PB com jornal A União (Ademilson José) – Foto: Agência-ALPB – contato@espacopb.com.br

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