Oito bairros de João Pessoa concentram a maior parte das lixeiras (papeleiras) disponibilizadas pela prefeitura que são alvos de depredação e de furtos. As áreas com mais problemas de vandalismo são os bairros do Centro, Cabo Branco, Manaíra, Mangabeira, Bessa, Tambaú, Varadouro e Castelo Branco. Em sete meses, 12% dos equipamentos disponibilizados para a população tiveram que passar por manutenção ou serem substituídos.
A Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), da Prefeitura de João Pessoa, garante que instalou 256 papeleiras no período de janeiro a julho deste ano, e teria realizado a substituição de 120 equipamentos. Ao todo, conforme dados da prefeitura, há aproximadamente mil equipamentos instalados na cidade, em avenidas, prédios e espaços públicos, como praças, mercados e parques.
De acordo com o superintendente da Emlur, Ricardo Veloso, o trabalho de instalação de novos equipamentos é permanente, para que os serviços de limpeza urbana sejam sempre melhorados. Contudo, ele alerta sobre a necessidade de substituição das papeleiras não só para a correta manutenção dos recipientes, mas em razão de depredação e furto.
“Infelizmente, há pessoas que danificam os equipamentos de condicionamento de resíduos e até furtam. É lamentável. Fazemos um apelo para que esse tipo de conduta seja cessado e que a população denuncie por meio do telefone 0800-083-2425”, afirma o superintendente da Emlur.
Nos primeiros sete meses deste ano, ele informa que foram instaladas 202 papeleiras nas ruas, avenidas e mercados públicos. Os bairros mais beneficiados foram o Centro, Tambaú, Mangabeira, Altiplano, Róger, Manaíra, Bessa e Cabo Branco. Entre os locais, destacam-se o Hospital Ortotrauma, o Busto de Tamandaré, o Bosque dos Sonhos, a Avenida Visconde de Pelotas, a Avenida Almirante Barroso, o Mercado Central e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
No mesmo período, houve a instalação de 54 lixeiras em praças da capital, a exemplo das Praças da Independência, da Paz, João Pessoa, do Pavilhão do Chá e da Tapioca. Os bairros com mais instalações foram Tambaú, Centro, Tambiá, Brisamar, Castelo Branco e Alto do Mateus.
A dona de casa Cláudia Pontes, por exemplo, afirma que sempre joga as embalagens dos produtos que consome nas lixeiras do Parque Solon de Lucena, no Centro da cidade. “É o mínimo que podemos fazer. Não custa nada. Se estamos aqui para aproveitar o lugar, devemos fazer nossa parte”, enfatiza ela, que está satisfeita com a limpeza do local e que, parte disso, é pelo fato de haver recipientes adequados para o descarte de resíduos.
A manutenção dos equipamentos é diária, conforme garante a Emlur. As equipes de fiscalização sempre encontram papeleiras quebradas e todo dia é feito o conserto. O dano é causado no suporte ou na tampa. Mas há casos também de furto, de levarem a caixa toda.
Fonte: Espaço PB com Jornal A União e Secom-PMJP – Foto: Carlos Nunes – contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com
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