Para o governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), será necessário unir os entes federativos para que haja a recuperação econômica do país após a pandemia do coronavírus (covid-19). Ao abordar a relação dos estados dentro do Consórcio Nordeste, o gestor disse que já há discussões internas sobre a retomada econômica, entretanto, que o momento tem sido para cada estado elaborar seu próprio plano.
“O foco agora é enfrentar a pandemia e o plano de retomada da economia interna dos estados. Só que ela terá que ser pensada no nível nacional. A queda do Produto Interno Bruto do país será muito grande”, avaliou Azevêdo em entrevista nesta quinta-feira (18) ao programa ‘Giro Nordeste Entrevistas’, gerado a partir da TVE Bahia e transmitido para outras emissoras da região, incluindo a Rádio Tabajara FM (105,5), de João Pessoa.
O governador ressaltou que o país passa por uma crise sanitária, política e nas relações institucionais entre poderes, e que há ações divergentes no enfretamento ao problema em todas as regiões. Para o gestor, não foram as medidas de isolamento social decretadas que geraram desemprego, mas a pandemia. “Isso é importante destacar porque tenta-se colocar a responsabilidade para os governadores e prefeitos. Não tenha dúvidas de que estamos diante de um quadro complicado. Mas acho que, por mais que seja difícil para a economia, teremos condições de recuperá-la”, acrescentou.
Apesar da crise, um dos pontos destacados pelo governador foi a baixa letalidade no estado, ao que Azevêdo atribuiu à ação rápida antes da gravidade da situação no país. “Nós partimos cedo. Assim que começou a pandemia, nós começamos a preparar o planejamento para o enfretamento (do coronavírus). Fizemos um plano de contingenciamento com a proposta 1.346 leitos exclusivos para enfretamento à covid-19 que está quase implementado em sua totalidade”, destacou.
Na Paraíba, já foram inaugurados 1.250 leitos hospitalares o que, na opinião do governador, fez com que o estado pudesse dar as respostas mais imediatas. Outros destaques lembrados foram a ampliação na testagem da população, a suspensão de aulas e do transporte urbano, o fechamento de comércio e a divisão do estado em três regiões, dedicando 12 dos 32 hospitais existentes ao atendimento da covid-19. “Isso permitiu que enfrentássemos a situação sem que o sistema de saúde entrasse em colapso. Para ter uma ideia, hoje, apenas 64% dos leitos de UTI estão ocupados”, reforçou.
O governador ainda destacou a utilização do plasma no tratamento de pacientes graves no estado. “Essa decisão veio a partir da identificação do tratamento que está sendo testado no Albert Einstein (Hospital Israelita), em São Paulo, e, junto com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), começamos um protocolo para este tratamento com resultados importantes. Já tivemos algumas altas (médicas) vinculadas ao tratamento com plasma”.
Para maior eficácia das medidas de combate ao coronavírus, João Azevêdo destacou a necessidade de um discurso unificado entre as autoridades brasileiras. Segundo ele, há um esforço para manter uma boa relação com o Ministério da Saúde, mas falta liderança. “Um dos maiores problemas que os governadores enfrentam neste momento é a falta de uma coordenação geral deste trabalho (de enfretamento), o que fez com que cada estado tomasse suas próprias medidas”, disse na entrevista.
O ‘Giro Nordeste’ é uma realização do Fórum das Emissoras Públicas do Nordeste, com o objetivo de aumentar a circulação do que acontece na região, promover novos debates e estimular a integração. Na edição dessa quinta-feira, participaram do programa os comunicadores Josimar Parahyba (TV UFPE/Pernambuco), Sérgio Torres (TVE Alagoas), Selma Souza (Aperipê TV/Sergipe), Gilberto Lima (Rádio Timbira/Maranhão), Laíza Félix (TVU-RN), Jeandra Portela (TV Antares/Piauí), Carla Soraya (TV Ceará), Naná Garcez (EPC/Paraíba), e teve a apresentação de Juraci Santana (TVE Bahia).
Fonte: Espaço PB com jornal A União (Thaís Cirino) – Foto Alba Rangel – Redação: contato@espacopb.com.br
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