Levantamento de dados realizado pela Controladoria Geral da União (CGU) demonstrou que, no âmbito do governo do estado da Paraíba, 6.603 servidores públicos receberam indevidamente o auxílio emergencial. Desse total, 2.897 são servidores da Secretaria Estadual da Saúde, 2.614 são aposentados e pensionistas que recebem pela PBPrev, 466 são servidores da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia e 150 são integrantes da Polícia Militar.
No rol dos servidores da Secretaria Estadual da Saúde estão 133 enfermeiros, 26 assistentes sociais, 21 nutricionistas, 16 fisioterapeutas, sete farmacêuticos, cinco psicólogos, três biomédicos, dois contadores, duas cirurgiães-dentistas, dois ouvidores, dois arquivistas, dois assessores de imprensa, um médico radiologista, um administrador, um advogado, um diretor e um estatístico.
No caso da Secretaria Estadual de Educação, constam 68 professores da educação básica, cuja maioria possui remuneração que varia entre R$ 6.030,04 e R$ 8.773,55, além de 14 diretores e seis vice-diretores de escolas.
Em relação às prefeituras e câmaras municipais, todas as 223 prefeituras paraibanas tiveram servidores que receberam auxílio emergencial indevidamente, totalizando 19.298 servidores, e, no caso do Poder Legislativo municipal, apenas 124 Câmaras de Vereadores tiveram servidores com recebimento indevido do auxílio emergencial, num total de 348 pessoas.
Os dez municípios com maior número de servidores públicos que receberam auxílio emergencial indevidamente foram Campina Grande (2.961), Bayeux (1.120), João Pessoa (926), Ingá (418), Patos (336), Conde (300), Sapé (293), Jacaraú (288), Cruz do Espírito Santo (275) e Cajazeiras (275).
No caso das Câmaras de Vereadores, se destacam as Câmaras de Vereadores de Campina Grande (49), Conde (23), Cacimba de Dentro (10), Alhandra (8), Sousa (7), Juarez Távora (7), Cruz do Espírito Santo (6), Queimadas (6), Solânea (6), Caaporã (6) e Alagoa Grande (6).
No caso das prefeituras, além dos 94 secretários municipais, merece destaque o recebimento indevido do auxílio emergencial por 26 advogados, procuradores e assessores jurídicos, 21 tesoureiros, nove médicos, 149 enfermeiros, 68 psicólogos, 48 fisioterapeutas, 41 odontólogos, 15 farmacêuticos, 12 fonoaudiólogos, sete engenheiros e 362 agentes comunitários de saúde e de combate a endemias.
Segundo Severino Queiroz (na foto), superintendente da CGU na Paraíba, a grande dificuldade está em manter contato com as prefeituras e câmaras municipais em razão de ninguém atender as ligações feitas para os telefones que constam nos respectivos portais na internet, bem como pelo fato de as correspondências eletrônicas enviadas paras as caixas de e-mail institucionais estarem retornando.
Dessa maneira, Severino Queiroz solicita que representantes das prefeituras e câmaras mantenham contato pelo telefone (83) 2108-3046 ou pelo e-mail cgupb@cgu.gov.br, objetivando obter a lista dos seus servidores que necessitam fazer a devolução do auxílio emergencial.
Fonte: Espaço PB com CGU – Foto: Divulgação – contato@espacopb.com.br
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