No último domingo (2), Dia de Finados, também foi uma data de comemoração. Há sete anos nascia, no dia 2 de novembro de 2018, a seção Memorial, uma página (quase) diária falando de morte, com matérias pertinentes ao tema, lista de obituários, datas históricas de falecimentos, pensamentos (aforismos) etc. E tudo indica que este espaço já não assusta tanto assim. A maioria não gosta de falar, de ouvir ou de ler sobre a morte, mas o assunto faz parte da vida. Um dia ela chega para todos os viventes. Cedo ou tarde, o último ato da vida é, sem dúvida, a morte.
Então, o artigo de hoje será de homenagens a algumas pessoas que, de certa forma, são responsáveis pela existência e permanência do Memorial. Começando pela amiga e também jornalista Albiege (Bia) Fernandes que, quando assumi no início de 2018 a editoria-geral do jornal A União, ela era a superintendente deste diário (em 2019, surgiu a Empresa Paraibana de Comunicação – EPC). Bia acolheu a minha ideia, já que nutria o mesmo pensamento que sempre tive em relação ao tema morte. Graças a ela, o jornal passou a ter um ambiente específico para obituários.
Tenho que ressaltar igualmente a importância do saudoso colega Klécio Bezerra, diagramador e designer gráfico que me ajudou a pensar e moldar o Memorial no seu nascedouro; da jornalista Naná Garcez, presidente da EPC, que proporcionou a continuidade desta seção; e do colega jornalista Audaci Júnior, que me sucedeu na editoria setorial do Memorial e que, com sua sensibilidade e competência, tem mantido a essência deste espaço. Merece destaque o primeiro leitor assíduo declarado do Memorial (e depois colunista desta página): Carlos Alberto Farias de Azevedo, cientista social, antropólogo, arqueólogo e educador. Do mesmo modo serviram “como termômetros de aceitação” outros três leitores pioneiros do Memorial: os amigos jornalistas José Alves e Geraldo Varella e o saudoso articulista Martinho Moreira Franco.
O tempo passou e, com a anuência de Naná Garcez e Audaci Júnior, em 17 de setembro de 2024 estreei como articulista do Memorial nas páginas das terças-feiras, com o texto ‘Anamnese de minhas mortes’. Hoje chego ao 57º artigo, permanecendo com a pretensão de repassar aos leitores as minhas experiências com a morte e temas correlatos: espiritualidade, misticismo, religiosidade, fatos transcendentais, mistérios, fenômenos, em histórias reais que envolvem o tema morte – ou coisa próxima, procurando ser ameno e até com pitadas de humor. A vida é assim: coisas boas e fatos ruins acontecem a todo tempo.
Com os artigos semanais, ganhei alguns leitores assíduos. E me sinto na obrigação de aqui citá-los – pelo menos uma parte deles –, como forma de homenagem. A começar pelo amigo jornalista, escritor, músico, compositor, historiador e filósofo Ademilson José (uma espécie de controle de qualidade e conteúdo, sempre me dando dicas e fazendo as devidas críticas); a escritora e pesquisadora Ida Stenmüller (extremamente generosa e com apontamentos estimulantes); os jovens novos amigos Audísio Alves (veterinário) e Mathaus (historiador); o pastor Ramos; a colega e jornalista Amanda Felix; as professoras Giovanna Barroca e Helena Serrano; as minhas primas Leila (jornalista) e Leida Rezende; as minhas irmãs Maria José e Rosângela Rezende; e os renomados Chico Pereira e Gonzaga Rodrigues... Assim, me sinto gratificado e esperançoso ainda mais com a longevidade do Memorial.
Fonte: Espaço PB com jornal A União (texto originalmente publicado na seção Memorial, da edição do dia 4 de novembro de 2025) – Foto: Pixabay – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com
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