Teste para produzir remédio contra a covid-19 começa com 50 pacientes em SP

Publicado em: 19/04/2020 às 19:06
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A partir desta segunda-feira (20), um grupo de mais de 30 pesquisadores brasileiros começa a estudar a criação de um medicamento com nitazoxina para tratar a covid-19. O mesmo princípio ativo está sendo usado em outra pesquisa, feita pelo governo, segundo informou nesta semana o ministro Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia. A nova iniciativa está sendo desenvolvida pela empresa Farmoquímica, com um investimento inicial de R$ 2 milhões. Já há estudos em laboratório e, agora, com liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), serão feitos testes com 50 pacientes em estágio inicial da doença, internados em cinco hospitais de São Paulo. A primeira fase de estudos deve durar pelo menos três semanas. Em seguida, o grupo deve testar o medicamento em cerca de 400 pacientes.

Embora a gente saiba que a molécula é segura, a gente ainda não sabe quais os efeitos colaterais em pacientes com covid-19, porque é uma doença nova. Estamos trabalhando um produto diferente. Queremos descobrir se ela é capaz de inibir o vírus em um indivíduo doente. Vinícius Brum, médico da Farmoquímica As pesquisas com o princípio ativo nitazoxina foram encorajadas pelo resultado eficaz do uso do medicamento em pacientes com outras doenças, como influenza, ebola e outros vírus respiratórios.

Médico pede cautela Responsável pela área médica da Farmoquímica, Vinicius Brum sugere cautela. Esse medicamento deve ser eficaz, porque os estudos mostram isso. O otimismo é grande. Mas isso não coloca ninguém para fora do hospital. Precisamos manter os pés no chão. Vinícius Brum, médico da Farmoquímica Segundo ele, é importante diferenciar o Anitta do novo medicamento contra a covid-19, ainda em desenvolvimento. A gente não quer que as pessoas saiam por aí tomando Annita. Não está na bula do Annita a covid-19. A gente quer, justamente, desenvolver esse conhecimento para dar essa segurança para a população. E vai ser com esse produto novo.

Estudos de potencial vacina Segundo ele, há outros estudos em desenvolvimento nos Estados Unidos, conduzidos por uma empresa parceira da Farmoquímica, para imunizar pessoas que entraram em contato com pacientes infectados com covid-19. Se esse tipo de medicamento for desenvolvido, pode-se modificar as orientações de isolamento social recomendadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde), diz Brum. Se isso [vacina] funcionar, vamos ter pelo menos uma opção para o debate do fim do isolamento social ficar mais consistente.



Fonte: Espaço PB – Redação: contato@espacopb.com.br

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