Cores e formas da tapeçaria chegam como mais um atrativo para a Feira dos Aromas da Fundação Casa de José Américo (FCJA). O responsável pela novidade é o artesão José Cleudo Gomes. Natural da cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, ele veio para a Paraíba aos 10 anos de idade. Cleudo conta que morou na cidade paraibana de Cabedelo e depois se mudou para a capital. “Amo João Pessoa!”, revela.
A Feira dos Aromas, em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), é realizada todos os sábados, sempre das 8h às 14h, colocando à disposição do público (visitantes locais e turistas) uma variedade de atrações e serviços. A FCJA está localizada à Avenida Cabo Branco, 3336, na orla de João Pessoa.
Pedagogo de formação e autor da tese ‘A educação como prática da cidadania LGBT no Movimento do Espírito Lilás – MEL (1992–2020)’, que teve como orientadora a professora Maria de Nazaré Tavares Zenaide, Cleudo conta que sua trajetória surgiu na cultura. Assim que mudou para Cabedelo, Região Metropolitana de João Pessoa, se engajou no movimento cultural do local, fez teatro, artesanato e produção de eventos.
“Da cultura, ingressei no movimento de direitos humanos e daí passei a morar em João Pessoa, por volta do ano de 2005. Vim trabalhar na gestão municipal, especialmente na política municipal da assistência social”, diz. Cleudo completa: “De lá para cá, já participei de outros governos, estudei na UFPB, me formei em Pedagogia e sempre estive envolvido com a educação e cultura popular”, esclarece.
O expositor conta que o artesanato ganhou destaque em sua vida ainda na adolescência, quando acompanhou sua mãe em um curso no antigo Centro de Formação de Cabedelo. “Minha mãe fazia o curso de tapeçaria e eu o de marcenaria, mas, por medo da serra elétrica que usava no meu curso, acabava saindo e acompanhando minha mãe no curso dela”, confidencia.
Cleudo conta que se apaixonou pela atmosfera dessa arte, da tela vazia às dezenas de cores das lãs no cesto, tudo disposto para se dar uma forma. Ele ressalta: “Daí aprendi a fazer e comecei a ajudar minha mãe com as almofadas. Hoje produzo, além das almofadas, bolsas, pesos de porta, entre outras peças”, diz.
Para Cleudo, sua maior dificuldade como expositor é a falta de acessibilidade nos espaços em que ocorrem as feiras. “Gosto muito de mostrar meu trabalho na Feira dos Aromas por ser um lugar lindo e acessível. Essa iniciativa merece ser melhor divulgada nos meios de comunicação para que mais pessoas possam conhecê-la”, afirma.
Na Feira dos Aromas, o consumidor encontra produtos orgânicos, vindos diretamente da roça e com preços acessíveis. Com seus sabores, cheiros e sons, a feira dispõe de frutas, tubérculos, ovos, verduras, livros, artesanato, música, gastronomia regional e plantas ornamentais.
Ao frequentar o evento semanal, o visitante também tem a oportunidade de conferir detalhes da vida e obra do patrono da FCJA, no Museu Casa de José Américo, onde o escritor e político paraibano viveu expressiva parte de sua vida. O espaço abriga mobiliário original da época, obras de arte, objetos de uso pessoal, comendas, biblioteca e arquivo fotográfico.
Outro atrativo do local é o Mausoléu, cujo monumento guarda os restos mortais de José Américo e de sua esposa, dona Alice. Instalado no pomar da FCJA, o monumento se destaca pela base triangular e um obelisco com escultura em bronze, além de um espelho d’água.
Fonte: Espaço PB com Nucom-FCJA (Amanda Felix) – Foto: Divulgação – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com
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