Política & Adjacências: Mais Hervázio’s e menos aventureiros – Jorge Rezende

Publicado em: 01/08/2025 às 20:50 - Atualizado em: 01/08/2025 às 21:31
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O fazer política atualmente no Brasil – e, é claro, a Paraíba não está à margem disso – transformou-se em escárnio, em coisa ruim, com agentes da pior espécie que emergiram de um mundo habitado por pseudocriaturas políticas. Sujeitos (e sujeitas também) antipolíticos, com discursos e posicionamentos bizarros e que têm arregimentado milhares – e até milhões – de incautos ou de pessoas que se identificam com essas bizarrices. Fazer política é algo nobre. Hoje, defender a boa política não está tendo o valor real que lhe cabe.

Na Paraíba, por exemplo, houve uma proliferação de agentes políticos sem nenhum tino para a política – para a boa e necessária política. Temos aí, em sua maciça maioria, um bando de aloprados, fanfarrões e aventureiros. Atuam para enlamear a política para, sordidamente, enganar a opinião pública, com o objetivo de alcançar benefícios próprios dentro da política que eles ajudam a desconstruir.

Contam-se nos dedos das mãos os poucos agentes políticos paraibanos que honram a função de se fazer política partidária, de cumprir mandatos eletivos ou de atuar em cargos públicos. Um desses nomes, sem sombra de dúvidas – e sem nenhuma intenção “bajulatória” – é do deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB) – quase um oásis em meio a um turbilhão de enganadores e despreparados.

Sou da tese de que honradez, humildade e honestidade não são adjetivos para ninguém se apresentar como paladino da política. Ser honesto, humilde e honrado são obrigações do ser humano em uma sociedade que quer se firmar como civilizada e justa. Humildade, honra e honestidade, ele sempre demonstrou, mas o que marca Hervázio Bezerra é o fazer a boa política, primar pelo debate e o diálogo, sem precisar diminuir ou atacar ninguém, sem desconstruir imagens alheias. E o principal: ter palavra, posicionamentos claros e ações convergentes ao que se prega.

Repito: não tenho nenhum motivo para bajular, “babar”, a figura de Hervázio Bezerra. O que me chama a atenção é que ele é hoje o mesmo político – no modo de fazer política – lá dos primeiros mandatos de vereador na capital: combativo, responsável quando faz oposição; respeitador e coerente quando é governo; atuante e cumpridor de suas tarefas em cargos administrativos que exerceu; e fiel aos seus pares e aos grupos políticos a que pertence – ou pertenceu. Nunca foi ingrato ou deixou brechas para ser tachado de traidor. Tudo isso nos dias de hoje é raro na política paraibana. A ambição de Hervázio – e não é nenhum crime ser ambicioso, de querer crescer e ocupar espaços – é fazer, sim, a boa e correta política, sem precisar da falácia e de discursos destrutivos.

Num passado não muito remoto, dava gosto cobrir uma Assembleia Legislativa ou um plenário da Câmara de Vereadores de João Pessoa, por exemplo. Boa parte dos agentes políticos primava pela palavra dada e os bons modos. Até os maus políticos se continham no seu mundinho (ainda havia uma certa vergonha de se mostrarem ordinários ou despreparados). Independente de ideologias ou posicionamentos políticos, até os menos prodígios da política honravam por suas palavras. O que era dito pela manhã durante uma sessão da Câmara ou da Assembleia, boa ou ruim, era mantido pelo agente político à tarde ou no dia seguinte...

Os coleguinhas da comunicação – jornalistas, radialistas, blogueiros, colunistas, comentaristas ou analistas políticos – sabem que isso hoje mudou bastante. Esse monte de aventureiros da política paraibana não leva a política a sério. Falam uma coisa pela manhã, “mudam” de opinião na hora do almoço, especulam com fake news à tarde e de noite desmentem tudo, para mentir novamente no dia seguinte. É triste. Dá desgosto fazer a cobertura política nos dias atuais.

É claro que fazer uma boa política na Paraíba não se resume a Hervázio Bezerra. Ainda existem outros poucos no panorama político do estado (em momentos oportunos tratarei de cada um deles neste mesmo espaço). Mas começo essa jornada do ‘Política & Adjacências’ com a figura de Hervázio. Quem quiser entender a boa política – concordando ou não com os posicionamentos dele –, sugiro que passe a observar com mais afinco e atenção aos depoimentos, às análises, às entrevistas, aos discursos de Hervázio, um psicólogo de formação, com simplicidade ao extremo (mesmo ocupando cargos de destaque) e que tem preservado valores que marcam sua trajetória.

Com espírito empreendedor, idealizando e construindo projetos na vida pública e em iniciativas pessoais, Hervázio valoriza a lealdade acima de tudo. Sempre respeitou os especialistas de cada área. Com cerca de três décadas na política, nunca atacou a honra de ninguém: gosta do bom debate, defende a pluralidade de ideias e a convivência respeitosa.

Forjado no debate e consciente de que “jabuti não sobe em árvore”, Hervázio, a bem da verdade, transformou-se em uma peça rara no tabuleiro de xadrez da política paraibana. Aliás, a Paraíba está precisando, com urgência, de mais agentes políticos como Hervázio Bezerra. A boa política ainda é o melhor caminho.



Fonte: Espaço PB – Jorge Rezende – Foto: Divulgação – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com

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