Poeta faz doação de cordéis para acervo da Fundação Casa de José Américo

Publicado em: 09/10/2025 às 07:15
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A Fundação Casa de José Américo (FCJA), em João Pessoa, recepcionou na terça-feira (7) o poeta, escritor infanto-juvenil e cordelista Severino Honorato, membro da Academia Brasileira de Cordel (ABC). O poeta foi recebido pelos servidores da Biblioteca Durmeval Trigueiro Mendes, da FCJA, Francisco de Assis, Maria das Graças Apolinário e Kárcia Dias.

Na visita, Severino realizou uma doação de folhetos de sua autoria e de outros nomes, entre eles está o maior folheto de cordel do mundo, intitulado ‘A Cuia de Farinha no Cenário Nordestino’, uma parceria dele com o poeta e cordelista Chico Mulungu. Em sua passagem pela FCJA, Severino também esteve com o presidente da FCJA, o jornalista Fernando Moura.

Severino Honorato é natural do município paraibano de Mulungu e atualmente reside na cidade do Rio de Janeiro. Para ele, a poesia não foi uma escolha. “Para mim é uma necessidade pessoal, emocional e social. Acredito que ninguém faz história sem uma dose pessoal de sacrifício. Assim, com humildade, busco trilhar minha longa caminhada pelo mundo da literatura popular”, disse.

As culturas populares, em especial expressões como o cordel, têm destaque na FCJA. Em sua Unidade Tambaú, também na capital paraibana e inaugurada em março deste ano, está instalado o Centro de Cordel e Culturas Populares (CCCP-PB), cuja finalidade é salvaguardar a memória da cultura nordestina, em especial da paraibana, preservando, pesquisando e divulgando os elementos que compõem a cultura regional.

A Unidade Tambaú, equipamento da instituição que preserva a memória e a obra do escritor José Américo de Almeida, está aberta gratuitamente ao público (habitantes locais e turistas) e está localizada à Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, 122, no Bairro de Tambaú, em João Pessoa.

Nessa unidade, o Centro de Cordel ocupa a Sala 5 e foi criado por meio do Decreto 39.691, de 11 de novembro de 2019, e publicado no dia seguinte no Diário Oficial do Estado (DOE). O espaço é composto por três setores que estão disponíveis aos visitantes, estudantes e pesquisadores interessados no campo do cordel e das culturas populares.

O primeiro setor é o Núcleo de Literatura de Cordel Leandro Gomes de Barros – que reúne estudos e pesquisas na área de cultura popular, incluindo acervos bibliográficos. Já o segundo setor é o Núcleo de Saberes e Fazeres Populares Neuma Fechine – que se constitui em um acervo de peças artesanais, elementos regionais paraibanos. Por fim, o setor três, a Cordelteca – que objetiva dar visibilidade aos cordelistas paraibanos, registrando seus depoimentos de vida, realçando suas experiências profissionais e produções artísticas.

Claudete Gomes, mestre em Artes, professora de Artes Cênicas, cordelista membro da Academia de Cordel do Vale do Paraíba (ACVPB) e coordenadora desse espaço da FCJA, destaca a importância do centro: “Promovemos a aproximação e a integração dos nossos cidadãos às suas respectivas raízes culturais. Nosso equipamento cultural é tão robusto que só fica atrás do acervo existente na Biblioteca de Obras Raras Átila Almeida, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)”.

A Unidade Tambaú é uma forma de expandir o serviço da FCJA e, ao mesmo tempo, criar uma nova leva de usuários. Nos últimos anos, a instituição teve um acréscimo consistente de novos acervos. Esse equipamento permite que uma geração que desconhece o papel da FCJA possa ter um acesso mais lúdico, mais rápido, mais interativo com os serviços e arquivos da própria Fundação. A FCJA, na Praia do Cabo Branco, foi criada pela Lei 4.195, de 10 de dezembro de 1980, e inaugurada em janeiro de 1982.



Fonte: Espaço PB com FCJA – Foto: Divulgação – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com

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