O Banco de Leite Humano Zilda Arns, do Instituto Cândida Vargas, na capital paraibana, está com o estoque em baixa e faz um apelo para novas doações. Atualmente, o serviço da Prefeitura de João Pessoa (PMJP) conta com 90 doadoras ativas, umas com doações semanalmente e outras a cada 15 dias. Mas, segundo a nutricionista e coordenadora do programa, Malu Tavares, há uma baixa nos estoques sempre no início do ano, no período de férias.
“A gente sempre pede para reforçar e convocar a mães com leite em excesso para novas doações. Janeiro é um mês bem difícil pra gente, porque muitas mães viajam. A saída de leite para atender aos bebês fica sempre entre 150ml a 350ml a cada três horas e, no momento, dispomos apenas de 86 litros nos estoques, número insuficiente para atender a demanda. Por isso, intensificamos nossa campanha para atrair mais doações”, afirma Malu Tavares.
Malu Tavares diz que todas as mulheres que estiverem amamentando podem ser doadoras e que os únicos requisitos para fazer isso são o de apresentar boas condições de saúde; não tomar nenhum medicamento que possa interferir na amamentação, como antidepressivos, ansiolíticos, fitoterápicos e hormônios; e não fazer uso de álcool ou tabaco.
“Embora os bancos de leite sejam procurados com mais frequência quando a mãe tem uma produção excessiva, a ponto de sentir desconforto entre uma mamada e outra, mulheres com uma produção de leite considerada normal também podem doar”, frisa Malu, ressaltando que não existe quantidade mínima para esse ato, pois mesmo 1ml pode ser suficiente para suprir as necessidades de um bebê prematuro cada vez que ele for alimentado.
Ela informou que o hospital dispõe nas suas dependências de um posto de coleta para atender as mães internas, fornecendo orientações a respeito do aleitamento e dos cuidados necessários para que a amamentação seja um ato prazeroso, tanto para ela quanto para o bebê.
“Também trabalhamos com a ‘Rota Domiciliar’, que é realizado com mães de qualquer lugar da cidade, que estejam amamentando e tenham leite excedente para a doação. O serviço funciona de forma direta com as mães em suas próprias casas, mesmo neste período de pandemia e é seguro. Nosso trabalho é facilitar e incentivar o aleitamento materno até os seis meses de idade ou mesmo até os dois anos ou mais”, destaca.
A nutricionista explica que o leite doado, quando chega ao banco, recebe todo o processo de qualidade e avaliação para depois ser distribuído para os bebês prematuros, com critérios de distribuição solicitados pelo médico, nutricionista e pediatra responsáveis pelo plantão. “O leite tem que ter a caloria e a acidez necessárias para o bebê”, finaliza.
Apenas no ano passado, o Banco de Leite Humano Zilda Arns, do Instituto Cândida Vargas, garantiu leite materno a 1.717 bebês internos na maternidade, cujas mães apresentaram dificuldades para amamentar.
As interessadas em doar devem ligar para o telefone (83) 3214-1390 ou fazer contato via WhatsApp (83-98795-8192) e fazer o cadastro e agendamento.
Fonte: Espaço PB com Secom-PMJP (Djane Barros) – Foto: Ivomar Gomes – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com
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