A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou nesta quinta-feira (30) o sétimo Boletim das Arboviroses na Paraíba, que aponta o registro de 32.658 casos prováveis de dengue, chikungunya e zika. O relatório apresenta que até a 25ª Semana Epidemiológica (SE), de 30 de junho, foram registrados 19.667 casos prováveis de dengue, 12.284 de chikungunya e 707 de zika.
Para a SES, os números de prováveis casos de arboviroses merecem atenção se forem comparados com os registrados no mesmo período em 2021, como alerta Carla Jaciara Jaruzo, que é da Área Técnica em Arvoboviroses da SES. “Com relação à variação, o que nós podemos dar destaque é que no ano passado, até a 25ª Semana Epidemiológica, identificamos uma variação para dengue, chikungunya e zika com aumentos expressivos. Para os casos de dengue houve um aumento de 596%, de chikungunya de 411% e de zika um pouco menor de 59%. Atualmente, temos 136 municípios com casos com incidência acima dos 300, que serve de parâmetro para os municípios com surto ou epidemia de arboviroses”, destaca.
O Boletim aponta que 60% dos casos são prováveis de dengue, os indivíduos do sexo feminino correspondem a 58% dos casos também prováveis de dengue. Outro dado apontado é a faixa etária da população com suspeitas de cada uma das arbovirores: dengue, na faixa dos 20 aos 29 anos; Chikungunya, dos 40 a 49 anos; e a zika, dos 20 aos 29 anos.
Até esta 25ª semana, a Paraíba conta com o registro de 28 óbitos suspeitos de arboviroses, dos quais 14 estão em investigação em oito municípios: Bananeiras (1), Brejo dos Santos (1), Campina Grande (5), Catolé do Rocha (1), Joao Pessoa (2), Mari (1), Santa Luzia (2), Serra da Raiz (1). Outros sete casos suspeitos foram descartados e estão distribuídos em seis municípios: Boa Ventura (1), Bayeux (1), Cajazeiras (1), Jericó (2), João Pessoa (1) e Mulungu (1). No entanto, neste mesmo boletim constam quatro óbitos confirmados por chikungunya nas cidades de Araçagi, Pombal, Queimadas e Vista Serrana e outros três óbitos por dengue nos municípios de Patos, Santa Rita e Serra Branca.
O Boletim Epidemiológico alerta aos municípios também sobre a importância de cuidados com as medidas de prevenção junto às gestantes. Até a 25ª Semana Epidemiológica, foram notificados onze casos de gestantes com zika. A recomendação é a de redobrar a atenção, principalmente no primeiro trimestre de gestação, por ser um período de risco para a infecção e também por ser a fase de formação fetal. No entanto, o documento reforça que os cuidados devem ser estendidos a todo o período de gestação.
Diante do crescente número de prováveis casos de arboviroses, a técnica Carla Jaciara Jaruzo reforça que a população precisa redobrar os cuidados e buscar atendimento nas unidades de saúde em casos de sintomas. “As orientações que a SES faz tanto para a população quanto para os profissionais de saúde são de que a população faça sua atividade em casa sempre atentos aos focos que possam acumular água e que o mosquito venha a se proliferar. Com relação aos sintomas, a população que apresentar qualquer sinal ou sintoma sugestivo de arboviroses, seja uma febre, náusea, dor de cabeça, manchas vermelhas pelo corpo e dor nas articulações, procurar uma unidade básica de saúde ou serviço de média ou alta complexidade para que esse caso seja identificado e tenha o atendimento devido”, diz.
Carla Jaciara reforça que o aumento do número de notificações é reflexo do trabalho do Núcleo de Doenças e Agravos Transmissíveis junto à Secretaria da Saúde para com as gerências regionais e municípios, no suporte durante a elaboração de ações no combate e controle das arboviroses. “As ações continuam sendo realizadas, manejos clínicos, visitas técnicas e por isso reforçamos que os profissionais de saúde fiquem atentos a essa população que procura o serviço de saúde para que notifiquem e façam a coleta em tempo oportuno”, diz.
Qualquer pessoa que apresente sintomas suspeitos de arborvirores (dengue, chikungunya e zika) ou síndromes gripais pode encontrar ajuda pelo ‘Alô Saúde’, que a Secretaria de Estado da Saúde disponibiliza por meio de uma linha telefônica com ligação gratuita pelo número 0800-083-0010. Ao ligar, o usuário será atendido por médicos que tirarão todas as dúvidas sobre os sintomas que está sentindo e indicar qual o serviço deve procurar se for necessário o atendimento presencial.
Fonte: Espaço PB com Secom-PB – Foto: Reprodução – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com
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