Paraíba possui uma filial do “Gabinete do Ódio”, revela deputado cearense

Publicado em: 28/05/2020 às 05:47
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O depoimento do deputado federal Heitor Freire (PSL-CE) apontou que a Paraíba possui uma filial do chamado “Gabinete do Ódio”, apelido dado ao grupo de assessores e pessoas ligadas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que seriam responsáveis pela disseminação de notícias falsas (fake news) contra adversários do chefe do Poder Executivo.

A informação consta no inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que quebrou nessa quarta-feira (27) o sigilo dessas investigações. Os ataques já foram direcionados a diversas autoridades, inclusive aos ministros do STF.

No documento expedido pelo relator, consta que o deputado cearense tinha conhecimento de pessoas envolvidas na disseminação das fake news. “Esse ‘gabinete’ coordena nacional e regionalmente a propagação dessas mensagens falsas ou agressivas, contando para isso com a atuação interligada de uma grande quantidade de páginas nas redes sociais, que replicam quase instantaneamente as mensagens de interesse do ‘gabinete’”, diz o texto.

O esquema seria realizado em vários estados tendo o parlamentar depoente se referido expressamente a Paraíba, Bahia, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. “Esses assessores parlamentares administram diversas páginas nas redes sociais, incluindo grupos de Whatsapp, e por meio dessas páginas divulgam postagens ofensivas, quase sempre orientados pelo aludido grupo de assessores da Presidência”, continua Alexandre de Morais.

Nessa quarta-feira, a Polícia Federal desencadeou uma operação com buscas e apreensões determinadas em vários estados. Entre os alvos da ação estavam os deputados federais Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Luiz Phelippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), Junio Amaral(PSL-MG), Daniel Silveira (PSL-RJ) e Filipe Barros (PSL-PR); e os deputados estaduais de São Paulo Gil Diniz (PSL) e Douglas Garcia (PSL).

Outros nomes envolvidos na operação da PF foram do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB), os empresários Luciano Hang, dono da rede Havan, e Edgard Corona, dono da rede de academias Bio Ritmo, além do blogueiro de direita Allan dos Santos. As diligências foram cumpridas pela equipe do delegado federal Igor Romário de Paula, a quem foi remetido todo o material apreendido durante a operação.



Fonte: Espaço PB com jornal A União – Redação: contato@espacopb.com.br

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