Movimentos sociais, entidades civis e partidos apresentam pedido de impeachment popular de Bolsonaro

Publicado em: 21/05/2020 às 11:28
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Na manhã desta quinta-feira (21), foi apresentado na Câmara dos Deputados, em Brasília, o pedido de impeachment popular do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) endossado pelos partidos PSol, PT, PCB e PCdoB e por mais de 400 entidades civis e movimentos sociais. Até agora este é o pedido de impeachment mais amplo, unitário e significativo da oposição de esquerda brasileira.

O ato de protocolo contou com a presença dos presidentes de cada partido, além de representantes de algumas das entidades apoiadoras. Entre os movimentos que assinam o pedido estão o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Central de Movimentos Populares (CMP), Movimento Negro Unificado (MNU), Associação Brasileira de Travestis e Transexuais (Antra), os Policiais Antifascismo e as Católicas pelo Direito de Decidir. Clique aqui para ver a lista com mais movimentos.

“Desde 25 de abril, o PSol vinha liderando a construção desse pedido de impeachment. Convidamos todas as legendas de oposição a se somarem, além das organizações e movimentos sociais. Agora temos uma iniciativa ampla e forte, que, de fato, representa uma parcela importante da sociedade” Afirma Juliano Medeiros, presidente nacional do PSol.

A lista de crimes e ilegalidades cometidas por Jair Bolsonaro e que são citadas no pedido de impeachment é extensa. Entre eles estão a convocação e comparecimento nos atos contra a democracia e pelo fechamento do Congresso e do STF; a interferência nas investigações da Polícia Federal no Rio de Janeiro; a falsificação da assinatura de Sérgio Moro na exoneração de Maurício Valeixo do comando da PF; e as declarações durante a reunião ministerial de 22 de abril.

Também estão na argumentação os discursos de Bolsonaro atentando contra o STF; a convocação de empresários para a “guerra” contra governadores no meio da pandemia; o bloqueio da compra de respiradores e outros equipamentos de saúde por estados e municípios; o apoio à milícia paramilitar conhecida como “Acampamento dos 300”; a incitação de uma sublevação das Forças Armadas contra a democracia brasileira; além de seus pronunciamentos e atos durante a pandemia que configuram crimes contra a saúde pública.

“É uma longa lista de crimes contra o livre exercício dos poderes constitucionais; dos direitos políticos, individuais e sociais; contra a segurança interna do país e contra a probidade administrativa. Não há mais como justificar a permanência de Bolsonaro no cargo. Ele precisa sair urgentemente”, conclui Medeiros.



Fonte: Espaço PB com assessoria – Redação: contato@espacopb.com.br

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