A Academia de Letras, Ciências e Artes do Vale do Mamanguape (Alca-VM) realiza nesta quinta-feira (22), a partir das 13h, na Escola Estadual Luiz Gonzaga Burity, a ‘1ª Feira Literária de Rio Tinto, quando o principal homenageado será o primeiro memorialista e escritor da história da cidade, o sindicalista João Batista Fernandes (Batistinha).
Falecido em 4 de junho de 2008, o homenageado é patrono da Cadeira 14 da Alca, natural de Arez, no Rio Grande do Norte, mas viveu a vida inteira em Rio Tinto. Chegou com seis anos de idade e, poucos anos depois, começou a trabalhar de contínuo no escritório da extinta Fábrica de Tecidos Rio Tinto.
Admirador e amigo do empresário fundador da fábrica, Frederico Lundgren, Batista galgou outras funções na empresa que, em sua fase áurea (década de 1930), chegou a contar com 15 mil operários. Ele foi fundador e presidente do sindicato de trabalhadores e depois comerciante, período em que iniciou as pesquisa e anotações que resultaram em quatro livros sobre a história da cidade.
Primeiro foi ‘O Extinto Rio Tinto’ (1971), depois ‘Rio Tinto, o Extinto’ (1973), ‘Rio Tinto – o falso município’ (1978) e, por último, ‘O Pai do Vento’ (2000). Todos com edições esgotadas, muito dos apontamentos de Batistinha são encontrados com mais facilidade hoje no livro ‘Rio Tinto, um recanto paraibano’, lançado no ano passado pelo médico Antônio Luiz da Silva.
“Se não fosse Batistinha, a história desta cidade certamente não estaria tão bem contada em tantas teses de mestrado que se espalharam pela nossa universidade”, afirma o pesquisador e geógrafo Cássio Marques, secretário da Alca e que já realizou outras feiras literárias no vizinho município de Mamanguape.
Cássio acrescenta que “a grandeza de Batistinha foi ter dado o ponta-pé inicial na história da cidade”, o que facilitou pesquisas e estudos que vieram posteriormente. A Feira de Livro de Rio Tinto, segundo ele, contará com a presença de vários pesquisadores e historiadores da região, que falarão sobre a vida e a obra de Batistinha.
Além de sindicalista e historiador, Batista também foi vereador de Mamanguape, onde iniciou o projeto de emancipação de Rio Tinto, sacramentado na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) em 6 de dezembro de 1956. Antes disso, Rio Tinto era vila operária e pertencia a Mamanguape, desde a inauguração da fábrica em 1924.
Fonte: Espaço PB com Assessoria (Ademilson José) – Foto: Reprodução – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com
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