O isolamento domiciliar da população é defendido como uma das principais medidas preventivas contra o novo coronavírus. De acordo com a professora do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) e infectologista, Larissa Negromonte, o distanciamento entre as pessoas é necessário, neste momento, para reduzir a transmissão.
“É super importante que as pessoas atendam esse chamado dos governantes e realmente fiquem em casa porque uma coisa se tem certeza: é melhor prevenir. A gente não quer que as pessoas adoeçam ao mesmo tempo porque têm pacientes que podem evoluir com gravidade, como por exemplo, uma insuficiência respiratória e precisar de um leito de UTI”, alertou a médica, durante entrevista para o Jornal Estadual, da Rádio Tabajara FM.
“As pessoas com sintomas leves e que não pertencem a grupos de risco realmente permaneçam em casa, se hidratem, se alimentem bem, se cuidem e qualquer evolução diferente uma unidade de saúde para ser atendido”, completou.
A professora explicou que o coronavírus causa uma síndrome gripal e assim, os infectados apresentam febre, tosse, dor de garganta e os sintomas podem evoluir até para uma falta de ar. A transmissão ocorre por gotículas eliminadas na fala, no espirro, na tosse e por meio das mãos contaminadas, o que torna o Covid-19, altamente contagioso. No entanto, cerca de 80% dos que contraem o problema tem quadros leves, sem maiores complicações.
“A transmissão é fácil. É uma doença altamente transmissível, mas é de baixa letalidade. É importante que as pessoas se mantenham calmas e sigam as orientações de prevenção porque isso é um cuidado coletivo”, alerta a especialista. Ela destaca que a alta capacidade de contágio se dá por características próprias das doenças infecciosas e também pelas condições climáticas, pois com a chegada do inverno haverá uma maior circulação de vírus que causam problemas respiratórios.
Apesar de sua baixa letalidade, as mortes estão ligadas ao setor mais vulnerável, ou seja, as pessoas acima de 60 anos, diabéticos, hipertensos, enfisematosos, renais crônicos, cirróticos, pacientes com câncer na vigência de quimioterapia, portadores de lúpus, artrite reumatóide e aqueles que utilizam corticoides. Este grupo, conforme o secretário estadual de saúde da Paraíba Geraldo Antônio de Medeiros deve, de toda forma, permanecer em casa e evitar aglomerações.
“Os idosos já têm uma imunidade mais fragilizada e algumas vezes eles já tem comorbidades, isto é, as doenças bases, como por exemplo, pressão alta, diabetes, alguma cardiopatia, pneumopatia como a asma, tabagistas. Eles têm um potencial de evolução para a gravidade”, alertou a médica.
Por essas razões, a prevenção se torna a melhor forma de combate, segundo a médica. Entre elas: evitar tocar o rosto e manter cuidados básicos com a higiene das mãos. Se estiver em casa, lavar com água e sabão e se estiver fora tentar higienizar com álcool em gel. Quem está com sintomas de gripe tem que cobrir a boca com o braço ao tossir ou espirrar. Já as crianças, mesmo transmitindo o vírus, muitas vezes são assintomáticas e por esse motivo não podem ser mantidas próximas dos idosos.
Larissa Negromonte estima que até o meio deste ano a doença poderá ser intensa no país. Neste período, muitas pesquisas sobre transmissão, vacinas e tratamentos vão acontecendo. Muitos estudos estão baseados nas situações de países como China e Itália, o que, segundo ela, é algo positivo porque a história pode ser melhor no Brasil seguindo as recomendações médicas. (Com informações da Rádio Tabajara)
Fonte: Espaço PB com A União - Juliana Cavalcanti – Redação: contato@espacopb.com.br
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