A prefeitura de Sapé, na Região do Brejo da Paraíba, dará início nesta segunda-feira (18) à programação de eventos que irá celebrar os 138 anos do nascimento do poeta e escritor sapeense Augusto dos Anjos. O evento inaugural da semana dedicada ao paraibano do século XX terá concerto da Banda Santa Cecília, show musical com Elizama Gomes e apresentação da história e dos poemas do escritor sapeense.
Conforme o cronograma elaborado pela Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Turismo, as atividades serão realizadas entre os dias 18 e 22 de abril e irão acontecer em diversos pontos da cidade: praças públicas, casa de recepções, na Biblioteca Municipal, e também no Memorial Augusto dos Anjos, localizado na zona rural do município.
De acordo com o secretário executivo de Cultura, Kelson Ricardo, a programação irá contemplar encontros poéticos, mesas redondas, lançamento de livros de autores sapeenses, concertos e apresentações musicais, além da solenidade que irá oficializar a escolha dos patronos da Academia Sapeense de Letras, Artes e Cultura (Aslac).
Para o diretor do Memorial Augusto dos Anjos, Aderaldo Elias, “o imensurável legado literário deixado pelo poeta será lembrado pela eternidade, mas se tornou inda mais atual e interessante por causa do período pandêmico vivido nos últimos anos”.
“Augusto é tão singular que o título da sua primeira e única obra se chama ‘Eu’. Apesar de centenária, ela nunca esteve tão atual por causa da pandemia. Quando pela primeira vez na vida algumas pessoas se sentiram compelidas a estarem a sós consigo mesmas, e mergulharem dentro do seu próprio eu, algo que Augusto o fez com muita propriedade na sua obra”, destaca Aderaldo.
Considerado um dos maiores poetas brasileiros da história, Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu em 20 de abril de 1884, no antigo Engenho Pau D’Arco, atual município de Sapé. Em 1912, lançou a sua primeira e única obra, intitulada ‘Eu’. Por não se enquadrar em nenhum gênero literário da época, foi chamado de poeta “inclassificável”. Atualmente é identificado como o único poeta pré-modernista brasileiro e revelava em seus poemas a desesperança e a angústia. Morreu em 1914, aos 30 anos, na cidade de Leopoldina, em Minas Gerais, em decorrência de uma pneumonia.
Fonte: Espaço PB com Assessoria – Foto: Reprodução – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com
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