A quarta-feira (7) marcará os cinco anos da morte de Genival Lacerda, ocorrida em janeiro de 2021. O cantor e compositor morreu aos 89 anos, na capital pernambucana, Recife, em decorrência de complicações da covid-19. Ele havia sido internado em 30 de novembro de 2020, no Hospital Unimed I, na Ilha do Leite, na área central da capital pernambucana.
O paraibano Genival Lacerda foi um dos grandes nomes do forró e, com carisma e irreverência, se tornou um ídolo popular. Conhecido por todo o Brasil durante 64 anos de carreira, era um dos símbolos da cultura do Nordeste. O cantor e compositor nasceu em Campina Grande, em 5 de abril de 1931. Chegou a trabalhar na cidade como radialista, mas fez a primeira gravação como cantor quando já morava em Recife, para onde se mudou em 1953.
Genival gravou seu primeiro disco em 1956, um compacto duplo com ‘Coco de 56’, escrito por ele e João Vicente, e o xaxado ‘Dance o xaxado’, feito por ele com Manoel Avelino. Ele gravou diversos álbuns e ficou conhecido pelo Nordeste como músico e radialista durante essa fase em Recife. Em 1964, se mudou para o Rio de Janeiro. A consagração nacional veio com ‘Severina Xique-Xique’, de 1975. O refrão “ele tá de olho é na butique dela” virou sua marca.
Depois vieram sucessos como ‘Radinho de pilha’, ‘Mate o véio’ e ‘De quem é esse jegue’, que consolidaram o estilo bem humorado do “Seu Vavá”, como também era conhecido. O músico viveu no Rio de Janeiro durante o auge da popularidade do forró no Sudeste, e conviveu com outros artistas fundamentais do estilo, como Dominguinhos e Luiz Gonzaga.
Com Jackson do Pandeiro, teve uma relação ainda mais próxima, mesmo sendo bem mais novo. A irmã de Jackson, Severina, foi casada com um irmão de Genival. Desde os anos de 1990, voltou a morar em Recife e, em 2016, ganhou o Título de Cidadão Recifense da Câmara dos Vereadores. No final de 2017, recebeu no Palácio do Planalto a Medalha da Ordem do Mérito Cultural (OMC).
Um dia antes, na terça-feira (6), outras duas mortes serão lembradas na Paraíba: a do advogado, professor e cronista Carlos Romero; e do jornalista e assessor de imprensa José Cardoso Filho.
Há sete anos, em 6 de janeiro de 2019, morria Carlos Romero, aos 95 anos. Ele morreu em João Pessoa e era membro da Academia Paraibana de Letras (APL) e colunista do Jornal Correio da Paraíba. Romero foi o primeiro cronista do jornal A União e nasceu em Alagoa Nova, em 10 de junho de 1924. Ainda em A União, o cronista dirigiu o suplemento literário Correio das Artes. Também escreveu no jornal O Norte e foi professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
Já José Cardoso Filho morreu aos 73 anos, no dia 6 de janeiro de 2025. O jornalista atuava como editor da página Policial no jornal A União quando morreu por uma obstrução intestinal, na capital paraibana, depois de, dois dias antes, ter passado mal. Cardoso Filho se destacou na cobertura de notícias policiais. Trabalhou em jornais como o Correio da Paraíba e O Momento.
Trabalhou em A União desde 1981, contribuindo por 43 anos com a produção jornalística e alcançando grande êxito em suas atribuições. Chegou em A União como repórter até ser editor e também exercer a chefia de reportagem.
Mortes na história da Paraíba
# 05/01/1994 – Geralda Freire de Medeiros, cirurgiã-dentista e política;
# 05/01/2021 – Horácio de Almeida Lima, servidor público federal, escritor, humorista e poeta;
# 05/01/2024 – Zé Vicente, poeta repentista e apresentador de programa radiofônico;
# 06/01/2011 – Lynaldo Cavalcanti de Alburquerque, engenheiro civil, gestor público, professor e reitor;
# 06/01/2019 – Carlos Romero, advogado, professor e cronista;
# 06/01/2019 – Simão Almeida Cunha, ator e professor de teatro;
# 06/01/2021 – Antônio Loureiro Gomes, médico cardiologista;
# 06/01/2022 – Mauro Nunes Pereira, economista, consultor de empresa e gestor público;
# 06/01/2025 – José Cardoso Filho, jornalista e assessor de imprensa;
# 07/01/1903 – Abdon Felinto Milanez, político e médico;
# 07/01/2016 – Jurandy Nóbrega, jornalista, radialista e publicitário;
# 07/01/2019 – Nedimar de Paiva Gadelha, político;
# 07/01/2021 – Genival Lacerda, cantor e compositor;
# 07/01/2022 – Pedro Albuquerque (Pedrinho), preparador físico e treinador de futebol;
# 08/01/1644 – Elias Herckmans, geógrafo, cartógrafo, escritor e administrador holandês;
# 08/01/2021 – Ernando Luiz Teixeira de Carvalho, padre e escritor;
# 09/01/1965 – Miguel Severino Bastos Lisboa, político;
# 09/01/1981 – José Francisco Soares, poeta, cordelista, editor e folhetista;
# 09/01/1994 – José Joffily Bezerra de Mello, polímata, político, empresário e historiador;
# 09/01/2004 – Genival Ferreira Caju, promotor público e desembargador;
# 09/01/2023 – Aucélio Melo de Gusmão, médico anestesiologista e administrador;
# 09/01/2024 – Nereu Santos, desembargador federal, promotor de Justiça, procurador da República e professor universitário;
# 10/01/1880 – Manoel Pedro Cardoso Vieira, advogado, historiador, jornalista, professor e político;
# 10/01/1939 – Dom Santino Maria da Silva Coutinho, bispo católico;
# 10/01/1983 – Barra Branca (Otávio Adelino de Lima), caçador, pescador e funcionário público federal;
# 10/01/2018 – Corrinha (Maria do Socorro Mendes), professora e carnavalesca;
# 10/01/2021 – Evangê Costa, radialista;
# 10/01/2021 – Firmino Brasileiro, médico ortopedista;
# 10/01/2022 – Francisco George Abílio Diniz, médico ginecologista e político;
# 11/01/1944 – Antônio Joaquim Pereira da Silva, advogado, jornalista e poeta;
# 11/01/2013 – Humberto César de Almeida, médico, administrador, empresário, industrial e pecuarista;
# 11/01/2019 – Zé Trovão (José Trovão de Melo Júnior), poeta e compositor;
# 11/01/2021 – Samuel Dionísio de Veras, pastor e líder religioso;
# 11/01/2023 – Carneiro, jogador de futebol; e
# 11/01/2025 – Simpliciano Ferreira Neto (Prince), jogador de futebol.
Fonte: Espaço-PB – Foto: Rogério Vital – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com
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