A quarta-feira (22) marcará os 41 anos da morte do compositor, maestro e acadêmico José de Lima Siqueira (na foto). Nascido em 24 de junho de 1907, na cidade paraibana de Conceição, no Vale do Piancó, o maestro José Siqueira morreu aos 77 anos, no Rio de Janeiro, em abril de 1985. Ele foi fundador de vários institutos de música e arte.
Entrou para a história com reconhecimento internacional. Teve uma importância como educador pelo papel de liderança que exerceu no meio musical de sua época e pela participação da criação de várias entidades de classe e culturais, tornando-se uma das importantes figuras da música brasileira no século XX.
Filho de um mestre da banda Cordão Encarnado, em sua cidade natal, que lhe ensinou a tocar diversos instrumentos como saxofone e trompete. Durante sua juventude, atuou em bandas de música de várias cidades do interior da Paraíba. Foi para o Rio de Janeiro (1927), então capital da República, como integrante das tropas que tinham sido recrutadas para combater a Coluna Prestes e logo ingressou na Banda Sinfônica da Escola Militar, como trompetista.
Estudou (1928-1930) composição com Francisco Braga e Walter Burle-Marx, no antigo Instituto Nacional de Música, e formou-se em Composição e Regência (1933) e iniciou sua carreira de compositor e regente no Brasil e no exterior, em grandes orquestras dos Estados Unidos, Canadá, França, Portugal, Itália, Holanda, Bélgica, Rússia, entre outros países.
Regeu nos Estados Unidos orquestras como a Sinfônica de Filadélfia, Detroit, Rochester. Na França regeu a Orchestre Radio-Symphonique, de Paris, e em Roma, a Sinfônica de Roma. Foi professor da Escola de Música da Universidade do Brasil, hoje da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fundou a Orquestra Sinfônica Brasileira (1940) e formou-se em Direito (1943).
Viajou pelos EUA e Canadá e fundou a Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro (1949), fechada dois anos depois. Quando esteve em Paris (1953) frequentou o curso de Musicologia da Sorbonne. Oficializou junto ao prefeito Miguel Arraes, a Orquestra Sinfônica de Recife, a mais antiga do país. Idealizou e criou a Ordem dos Músicos do Brasil, assumindo a sua presidência (1960). Fundou a Orquestra Sinfônica Nacional (1961) e a Orquestra de Câmara do Brasil (1967).
Foi aposentado (1969) pela ditadura militar por ter relações com o regime comunista. Proibido de lecionar, gravar e reger no Brasil, encontrou abrigo na extinta União Soviética, onde regeu a Orquestra Filarmônica de Moscou e participou como jurado de grandes concursos de música internacionais. Também foi em Moscou que boa parte de sua obra foi editorada e preservada enquanto que no Brasil o governo militar cuidava de alijá-lo. Hoje, a Fundação Casa de José Américo (FCJA) mantém uma equipe de pesquisadores para a preservação da obra de José Siqueira, que musicou composições do político e escritor José Américo.
Deve-se ao maestro a criação da Orquestra de Câmara do Brasil, Sociedade Artística Internacional, o Clube do Disco e a Ordem dos Músicos do Brasil. Também publicou vários livros didáticos, como ‘Canto Dado em XIV Lições’, ‘Música Para a Juventude’, em quatro volumes, ‘Sistema Trimodal Brasileiro’, ‘Curso de Instrumentação’, entre outros. Deixou uma vastíssima obra composta de óperas, cantatas, concertos, oratórios, sinfonias e até a música de câmara, para instrumentos solo e para voz.
A Cadeira 8 da Academia Brasileira de Música, fundada (1945) por Heitor Villa-Lobos, nos moldes da Academia Francesa, foi alocada para ele como cofundador, depois que o efetivo da Academia se reduziu de 50 para 40 cadeiras.
Na sexta-feira (24) serão os 18 anos do violonista e músico Canhoto da Paraíba (Francisco Soares de Araújo). Nascido em Princesa Isabel, a 19 de março de 1926, ele morreu aos 82 anos, na cidade pernambucana de Paulista, em abril de 2008). Por ser canhoto, tocava com o violão invertido, mas sem inverter as cordas, pois precisava compartilhar o mesmo violão com seus irmãos, destros. Embora fosse filho de pai violonista, não teve a oportunidade de aprender com ele exatamente por ser canhoto. Canhoto aprendeu a tocar sozinho.
Já no domingo (26), serão os 94 anos da morte do ex-governador (interventor), engenheiro e político Antenor de França Navarro. Nascido em João Pessoa, em 31 de agosto de 1899, morreu aos 32 anos, em abril de 1932, num acidente de avião no litoral da Bahia. Ele foi um dos principais líderes da Revolução de 1930. Era um dos líderes civis da revolução no estado da Paraíba que se encandeou após o assassinato do presidente João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. Juntamente com José Américo de Almeida e os tenentes Agildo Barata, Juracy Magalhães, Jurandir Bizarria Mamede e Juarez Távora, participou da tomada do 22º Batalhão de Caçadores do Exército, hoje 15º BIMtz Batalhão Vidal de Negreiros, no Bairro de Cruz das Armas, na capital paraibana.
Mortes na história da Paraíba
# 20/04/2017 – Hermanny Cruz, missólogo;
# 20/04/2021 – Maria de Jesus (Lilia das Mangueiras), empresária, prostituta e dona de bordel;
# 20/04/2021 – João Feitosa, engenheiro e gestor público;
# 20/04/2022 – Ivandro Cunha Lima Filho, empresário e dirigente esportivo;
# 21/04/1839 – Manuel Joaquim Pereira da Silva, militar e político;
# 21/04/2023 – Antônio Adrião Alves Costa (Toinho de Zuza), político;
# 21/04/2024 – Agassiz Almeida, advogado, político e escritor;
# 22/04/1950 – Lauro Bezerra Montenegro, agrônomo e político;
# 22/04/1985 – José de Lima Siqueira, compositor, maestro, professor, bacharel em Direito e acadêmico;
# 22/04/2008 – Juvenal Oliveira Leite, poeta repentista;
# 22/04/2012 – José Lisboa Freire, militar e político;
# 22/04/2021 – Marcelo Vilar (Maurício Oscar dos Santos), radialista, advogado e publicitário;
# 22/04/2023 – Oscar Sobral Neto (Médico das Buchudinhas), político e médico ginecologista e obstetra;
# 23/04/1982 – Plínio Lemos, advogado, promotor público e político;
# 23/04/2021 – Políbio Batista de Araújo, político, policial e gestor público;
# 23/04/2021 – Sílvio Bardasson Filho, delegado da Polícia Civil;
# 23/04/2025 – Val Pilar (Vivaldo do Nascimento Coelho), jogador de futebol, empresário e comerciante;
# 24/04/1886 – Francisco de Paula da Silveira Lobo, proprietário rural, juiz e político;
# 24/04/2008 – Canhoto da Paraíba (Francisco Soares de Araújo), violonista e músico;
# 24/04/2016 – Geraldo Medeiros, economista e gestor público;
# 24/04/2017 – Jota Júnior (Josival de Sousa Júnior), radialista, jornalista e político;
# 24/04/2020 – João Claudino Fernandes, empresário;
# 24/04/2021 – Francisco das Chagas Santana Medeiros (Nêgo da Rio Vale), empresário;
# 24/04/2022 – Guarany Marques Viana, engenheiro e professor;
# 25/04/1950 – João Irineu Joffily, bispo;
# 25/04/1974 – João Rodrigues Coriolano de Medeiros, jornalista, escritor, historiador, ensaísta, músico, poeta e professor;
# 25/04/2019 – Francisco Muniz de Almeida, juiz;
# 26/04/1932 – Antenor de França Navarro, engenheiro e político;
# 26/04/1980 – Bivar Olyntho de Mello e Silva, político;
# 26/04/1985 – Manoel Xudu (Manoel Lourenço da Silva), poeta, cantador e repentista;
# 26/04/1997 – Carolina Zilli, socialite e ativista de combate ao câncer;
# 26/04/2018 – Enemarques Marques Dantas, empresário e político;
# 26/04/2019 – Danilo Maciel, médico psiquiatra; e
# 26/04/2021 – Celso José Cisneiros Wanderley, médico reumatologista.
Fonte: Espaço-PB – Foto: Reprodução – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com
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