Empresários ligados ao MBL, que atuou nos protestos contra a presidente Dilma, são presos em investigação de lavagem de dinheiro

Publicado em: 10/07/2020 às 09:10
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Dois empresários ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL) foram presos na manhã desta sexta-feira (10) em São Paulo em uma investigação contra lavagem de dinheiro, segundo o Ministério Público. O grupo nega relação com eles.

De acordo com o MP, os presos Alessander Mônaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso (conhecido como Luciano Ayan) são investigados por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. O órgão afirma que a família Ferreira dos Santos, criadora do MBL, deve cerca de R$ 400 milhões em impostos federais. A sede do movimento, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, é alvo de buscas.

Em nota, o MBL afirma que Alessander e Carlos Augusto nunca foram membros do movimento. Ao todo, são cumpridos seis mandados de buscas e apreensão e dois de prisão na cidade de São Paulo e em Bragança Paulista, no interior do estado. A operação chamada de ‘Juno Moneta’ faz referência ao antigo templo romano onde as moedas romanas eram cunhadas. Cerca de 35 policiais civis do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) e 16 viaturas participam da operação.

Investigações

De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), existe uma “confusão jurídica empresarial” entre as empresas Movimento Brasil Livre (MBL) e Movimento Renovação Liberal (MRL). O movimento teria recebido doações de forma oculta através da plataforma Google Pagamentos – que desconta 30% do valor, ao invés de receber doações diretas na conta.



Fonte: Espaço PB com TV Globo e G1-SP – Foto: TV Globo – contato@espacopb.com.br

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