Aparentemente, a Holanda é o país que com mais força está tomando o desafio de reestruturar sua economia a partir do que se vive no presente. Nesse contexto, 170 acadêmicos holandeses escreveram um manifesto em cinco pontos para a mudança econômica pós-crise da covid-19, baseado nos princípios do decrescimento.
O primeiro ponto é passar de uma economia focada no crescimento do PIB, a diferenciar entre setores que podem crescer e requerem investimentos (setores públicos críticos, energias limpas, educação e saúde) e setores que devem decrescer radicalmente (petróleo, gás, mineração, publicidade etc.).
Outro ponto é construir uma estrutura econômica baseada na redistribuição. Que estabelece uma renda básica universal, um sistema universal de serviços públicos, um forte imposto sobre a renda, ao lucro e à riqueza, horários de trabalho reduzidos e trabalhos compartilhados, e que reconhece os trabalhos de cuidado.
O Manifesto defende transformar a agricultura para uma regenerativa. Baseada na conservação da biodiversidade, sustentável e baseada em produção local e vegetariana, ademais de condições de emprego e salário justas.
Por fim, o documento apresenta mais outros dois pontos importantes: reduzir o consumo e as viagens. Com uma drástica mudança de viagens luxuosas e de consumo desenfreado, a um consumo e viagens básicas, necessárias, sustentáveis e satisfatórios; e o cancelamento da dívida. Especialmente de trabalhadores e donos de pequenos negócios, assim como de países do chamado “Sul Global” (tanto a dívida a países quanto a instituições financeiras internacionais).
Fonte: Espaço PB com Revista IHU – Foto: Annie Xing Zhao – contato@espacopb.com.br
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