O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, encaminhou para colegas da Corte cópia do inquérito que investiga as acusações de tentativa de interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal e deixa a cargo dos colegas que adotem, ‘querendo’, as medidas que ‘que julgarem pertinentes’. O decano pede atenção especial para o trecho do vídeo em que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, defende a prisão dos ministros do Supremo, a quem chama de “vagabundos”.
Na reunião, Weintraub afirmou que ‘botava na cadeia’ todos os ministros do Supremo. “Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF. E é isso que me choca. Era só isso presidente, eu… eu… realmente acho que toda essa discussão de ‘vamos fazer isso’, ‘vamos fazer aquilo’, ouvi muitos ministros que vi… chegaram, foram embora. Eu percebo que tem muita gente com agenda própria”, disse.
Na reunião, Weintraub afirmou que ‘botava na cadeia’ todos os ministros do Supremo. “Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF. E é isso que me choca. Era só isso presidente, eu… eu… realmente acho que toda essa discussão de ‘vamos fazer isso’, ‘vamos fazer aquilo’, ouvi muitos ministros que vi… chegaram, foram embora. Eu percebo que tem muita gente com agenda própria”, disse.
No despacho, obtido pelo Estadão, o ministro escreveu: “Encaminho a Vossa Excelência cópia da decisão por mim proferida no inquérito em epígrafe em 22 de maio de 2020 (com especial para o item 8), bem assim reprodução da degravação procedida pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal para que vossa excelência possa adorar, querendo, as medidas que julgar pertinentes”. O item 8 é o que trata da fala do ministro da Educação.
Celso de Mello ainda determinou que se oficie todos os ministros do STF sobre o fato, enviando a eles cópia de sua decisão, para que possam, “querendo, adotar as medidas que julgarem pertinentes”.
Fonte: Espaço PB com Estadão – Redação: contato@espacopb.com.br
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