'A pandemia acabou, mas a Covid-19, não', diz presidente da Pfizer no Brasil

Publicado em: 07/01/2023 às 15:20
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Marta Diez, Presidente da Pfizer no Brasil, lembra da apreensão que acompanhava as primeiras negociações para incluir os imunizantes com a nova tecnologia de RNA mensageiro contra Covid-19 nos calendários de vacinação globais.

— Eram vacinas complexas do ponto de vista logístico, tínhamos que trazer muitas, em condições complicadas. Por terem sido produzidas muito rápido, não tinham conservantes e teriam que ser acondicionadas a 70 graus abaixo de zero— recorda-se.

te no país.

Passado o desafio inicial — debelado pela alta demanda pelas vacinas e mais caixas transportadoras que protegeram as doses na temperatura certa — Marta agora se permite observar a realidade sob uma análise mais positiva. — Não estamos mais em 2020 — diz, referindo-se ao ano em que a pandemia correu sem vacinas, medicamentos nem boas estratégias terapêuticas. Acredita, inclusive, que o período pandêmico acabou, resta uma doença circulante. Em entrevista ao GLOBO, falou sobre a produção brasileira da vacina da Pfizer, reforço para bebês, do impacto dos grupos antivacina e que 2023 será um ano de “transição”, para as doses de reforço. Confira trechos da entrevista.

O Brasil adquiriu 150 milhões de doses de vacina em 2022. Por volta de 43% desse total será de imunizantes bivalentes (adaptadas para cepa ômicron). Quando será suficiente para o país entrar em uma situação confortável?
É difícil definir o que é um momento mais confortável, né? A pandemia acabou, mas a doença (Covid-19) não. E não sabemos se vai acabar, essa é a realidade. Tudo aponta que a doença vai ficar de forma endêmica para muitos países. Se vai ser uma vacinação anual também não sabemos. Quanto aos contratos de compra de vacina e ao aditivo assinado em 30 de dezembro (de 50 milhões de doses bivalentes, a serem entregues até junho), acho que o Brasil está confortável para este ano sem nenhuma dúvida. O país tem as doses que precisa para este ano. Para 2024 ainda é cedo para falar.



Fonte: espaçopb@gmail.com com O Globo

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