Um mergulho nas camadas do amor, um amor que toca, fere, transforma e ressignifica. Assim nasce ‘Olhares Canibais’, novo EP da artista paraibana Madu Ayá, lançado nesta terça-feira (18), data de seu aniversário. A escolha é simbólica: o trabalho celebra a abertura de um novo ciclo e convida o ouvinte a habitar a intensidade do afeto, onde o amor não é apenas tema, mas matéria viva que se inscreve no corpo. O trabalho pode ser conferido clicando aqui.
“Eu queria que fosse um disco que se ouve com o corpo. Tem amores que não passam pela cabeça. Eles passam pela pele”, afirma a artista. O EP reúne quatro faixas autorais: ‘Braille’, ‘Volta’, ‘O Gosto dos Sais’ e ‘Olhares Canibais’. Juntas, elas compõem um percurso afetivo que atravessa presença, saudade, memória e reconstrução. A produção musical de ‘Braille’ é assinada por Eduardo Araújo, enquanto as demais faixas contam com produção de Danyllo Xarles. A capa, criada pelo artista visual Dann Costara, traduz em tons quentes e formas sensíveis a relação entre corpo, olhar e entrega que sustenta o projeto.
‘Olhares Canibais’ é uma obra que escuta o amor pelo corpo. Aqui, as emoções não aparecem apenas em discurso, mas como sensação. A pele lembra, o toque guarda, a ausência ecoa. As canções carregam cicatrizes que não se escondem, mas se transformam em poesia.
A canção ‘Braille’ é a faixa de abertura que evoca o amor como toque, como leitura feita pela pele. Antes de dizer, sente-se. ‘Braille’ fala “desse amor que a gente toca para reconhecer. Como se o corpo fosse palavra”, explica Madu. ‘Volta’ é uma canção que percorre a saudade e o desejo. É o corpo que chama o que não está mais, mas permanece. “É a lembrança que ainda respira. É quando o amor ficou preso no ar”.
‘O Gosto dos Sais’ é a música que traz o rastro sensorial do amor: o sabor que fica, o vestígio. “É sobre o que sobra na boca, mesmo depois que tudo acabou”, afirma Madu. Já ‘Olhares Canibais’, a faixa-título, condensa o sentido do EP: o amor que transforma, devora e renasce. “É o amor que deixa marca. Que atravessa. Que muda a gente”, sintetiza a artista.
Madu Ayá é cantora, compositora e multi-instrumentista paraibana, cuja obra transforma o afeto em matéria sensível, política e poética. Registrada na Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) e integrante da União Brasileira de Compositores (UBC), é formada em Odontologia pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), é especialista em gestão pública pela Universidade Federal de Santa Maria e atuou como secretária da Juventude da Paraíba.
Sua trajetória artística começa na infância e se firma em festivais e palcos do país. Foi semifinalista do Festival Nacional da Canção, em 2018, e, em 2025, retorna ao festival com a música ‘Pedaços’, como a única artista paraibana entre os selecionados. Sua música já alcança ouvintes em mais de 78 países e soma mais de 1,6 milhão de streams.
Fonte: Espaço-PB com Assessoria (Múltipla Integrada) – Foto: Divulgação – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com
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