A edição 2021 do projeto ‘Panapaná – Novembro das Artes Visuais’, promovido pela Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), traz para o público a partir desta terça-feira (9) a exposição ‘Claustrum’, do artista plástico Flávio Tavares. A iniciativa marca a retomada das ações presenciais da Funesc, após um ano e oito meses de equipamentos culturais fechados.
‘Claustrum’, que significa clausura em latim, surge como inspiração do artista em meio à pandemia da covid-19. “Eu me aproveitei do isolamento para transpirar a arte, e isso me fez refletir muito sobre minha história. Por isso, os quadros desta exposição são reflexões pessoais sobre vida, relações humanas e também política”, explica Flávio Tavares.
As telas expostas trazem como temas família, infância, juventude e inferno e juntas formam um quadrilátero, que simula um ambiente de enclausuramento. Em ‘Claustrum’, os visitantes poderão apreciar dezenas de ilustrações e outras pinturas que representam o percurso de criação do artista até chegar ao resultado final desta exposição.
De acordo com Pedro Santos, presidente da Funesc, além de apresentar ao público as obras produzidas durante o período da pandemia, a iniciativa celebra o trabalho de um dos mais notórios artistas visuais da Paraíba. “Retomar as atividades da Funesc com esta exposição é também uma homenagem do governo do estado a Flávio Tavares pelas sete décadas dedicadas às artes visuais na Paraíba, influenciando toda uma geração de artistas e, definitivamente, conquistando lugar de destaque no cenário artístico brasileiro e internacional”, destacou.
Edilson Parra, gerente de Artes Visuais da Funesc, ressalta que a montagem da exposição buscou estabelecer um percurso que possibilite contemplar ‘Claustrum’ como uma cronologia em sentido inverso, uma viagem no tempo revolvendo algumas passagens que sustentam a narrativa da obra de Flávio Tavares. “Neste retorno ao passado, alguns trabalhos, de períodos distintos, vão sendo inseridos de modo a demonstrar que ‘Claustrum’ é uma espécie de irromper das ideias. As cores, a gestualidade potente, a profusão de figuras e cenários... tudo demonstra a necessidade de se pensar esta mostra como um roteiro imprescindível diante da recorrente discussão sobre a arte frente às insanidades do mundo”, observa Edilson.
A programação traz ainda, a partir das 19h, uma transmissão ao vivo com a presença de Flávio e a ilustradora e designer editorial Luyse Costa. O bate-papo, mediado pela jornalista Amanda Falcão, acontece de forma híbrida, já que, além de ser transmitido on-line pela TV Funesc (youtube.com/tvfunesc), também receberá público de forma presencial, seguindo todos os protocolos de segurança e com capacidade limitada.
A exposição fica aberta até o dia 15 de janeiro de 2022, na Galeria Archidy Picado, localizada no Espaço Cultural. O horário de visitações é das 8h às 12h e das 13h às 17h, de segunda a sexta-feira, exclusivamente mediante agendamento no site www.agendamentos.pb.gov.br. Para ter acesso, é obrigatório ainda apresentar o cartão de vacinação contra a covid-19, com pelo menos 14 dias após a primeira dose, e uso de máscara.
Fonte: Espaço PB com Secom-PB – Foto: Divulgação – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com
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