Cultura afro-indígena é celebrada na Usina Energisa

Publicado em: 07/09/2026 às 22:35
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O Grupo Ojú-Òrun sobe ao palco da Sala Vladimir de Carvalho, na Usina Cultural Energisa, no sábado (12), às 20h, com um espetáculo que entrelaça percussão, canto, dança, poesia e capoeira em torno da valorização das culturas afro-brasileira, indígena e popular. O show integra a agenda de apresentações do coletivo paraibano ao longo do segundo semestre de 2026 e chega a João Pessoa carregando uma pesquisa que, desde 2017, atravessa a música, a ancestralidade e a educação cultural.

O nome do grupo vem do iorubá: ojú significa olho, e òrun, céu ou mundo espiritual, formando a expressão “olho do céu”. A escolha remete à figura de Anastácia, símbolo da resistência histórica negra no Brasil, aqueles olhos azuis ficaram associados à força espiritual diante da opressão. É essa referência que o Ojú-Òrun extrai o fio condutor de seu trabalho, que desde a fundação por Edeltrudes Lima, Cristiano Oliveira, Ana Tavares, Severino Ramos e Jone Everton, em abril de 2017, se dedica a pesquisar toques de angola, sambas, cocos e ijexás e outros ritmos herdados dos povos pretos e indígenas da América Latina.

No palco, o grupo transforma essa pesquisa numa experiência que une música, palavra e corpo em apresentações que já passaram por espaços como a Associação Afro Cultural Bessen Dan, na Comunidade Marco Moura, através do Projeto Arte e Educação em Movimento. A apresentação de setembro dá sequência a essa trajetória e reforça a presença do Ojú-Òrun na cena cultural de João Pessoa, num momento em que o grupo amplia sua circulação por diferentes espaços da cidade.

“Cada apresentação do Ojú-Òrun é um encontro entre ancestralidade e contemporaneidade. Nossa música nasce da memória coletiva e se projeta para o futuro, celebrando a força da cultura afro-brasileira e o pulsar da cena paraibana”, resume o grupo sobre a proposta do show.

O grupo tem Ana Tavares na percussão fina e backing vocal; Cely Sousa (voz); Cornélio Santana (compositor, arranjador, flauta e backing vocal); Cristiano Oliveira (compositor, arranjador, viola, viola caipira e diretor musical); Edeltrudes Lima (compositor, e percussionista de atabaque); Fagner Alisson (percussionista); Jéssica Baraúna (voz); Jorge Negão (compositor, contrabaixo, arranjador e diretor musical); José Marcus (percussionista); Jota Jorge (percussionista); Maurício Soares (ator e compositor); Ramos Oliveira (voz); e Washington (percussionista).

Serão convidados para o evento do próximo sábado Luciana Gomes, Luciana Peixoto e Luciano Peixoto (dança). A produção é assinada em conjunto por Ana Tavares, Cely Sousa, Cristiano Oliveira, Edeltrudes Lima e Severino Ramos. A iluminação é de Henrique de Castro. E mais: Leandro Santos (roadie e técnico de som), Vitória Verbena (mestra de cerimônia) e Josinete Castro Lima (intérprete de Libras).

A Usina Cultural Energisa está situada à Rua João Bernardo de Albuquerque, 243, no Bairro Tambiá, na capital paraibana. Os ingressos estão a R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia), disponíveis pela Sympla e diretamente com Edeltrudes Lima (83-98910-3357) e Ana Tavares (83-98762-5420).



Fonte: Espaço-PB com Assessoria (Carol Andrade) – Foto: Bruno Vinelli – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com

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