A jornalista paraibana Amanda Felix estará lançando seu primeiro livro de poemas em estilo oriental no próximo dia 12 de setembro, a partir das 18h, nas dependências da Biblioteca Juarez da Gama Batista, no Espaço Cultural José Lins do Rego, localizado à Rua Abdias Gomes de Almeida, 800, no Bairro Tambauzinho, em João Pessoa. Publicada pela Editora M.inimalismos (São Paulo-SP), a obra ‘Dos Haicais Perdidos’ é composta por 82 poemas distribuídos em 96 páginas, no formato 14x21, ao preço de R$ 55,00. A pré-venda já está disponível clicando aqui.
Haicai ou haikai é um vocábulo composto por duas palavras da língua japonesa. Hai, é brincadeira, gracejo; kai, significa harmonia, realização. Os haicais são pequenos poemas com métrica e moldes orientais. É formado por uma única estrofe com três versos que são assim dispostos: o primeiro verso tem cinco sílabas poéticas; o segundo, sete sílabas; e o terceiro, cinco. Formando um total de dezessete sílabas poéticas ao todo, só se conta até a última sílaba tônica e não se deve dar títulos aos poemas, nem os numerar. É bastante difundido no Japão.
Aos 33 anos, Amanda Felix de Lima Souza, é nascida na capital paraibana. “Sou uma mulher autista entusiasta das artes, ilustrando e escrevendo desde criança, flertando ainda com a música”, diz Amanda, ressaltando que a escrita é sua maneira de “continuar respirando”. Desde 2023, decidiu publicar seus versos-divagações em suas redes sociais, sonhando em chegar à publicação. É formada em Comunicação Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e assessora de comunicação na Fundação Casa de José Américo (FCJA).
‘Dos Haicais Perdidos’ é prefaciado pela professora e escritora Neide Medeiros, apontando que Amanda Felix “se aventura no reino da poesia”. Seus poemas revelam rara sensibilidade. “Todos estão ligados à natureza – vento, chuva, flores, pássaros. Dotada de acuidade poética e sensível às artes – música, natureza –, não deve ter sido difícil escrever os poemas. O haicai exige um voltar-se para o exterior, mas uma revelação interior”. Para ela, O universo poético de Amanda tem apuro técnico, com criação de imagens inusitadas.
A professora Neide Medeiros destaca que Amanda não seguiu rigidamente o modelo severo das dezessete sílabas poéticas do haicai, mas seus poemas revelam uma sensibilidade cativante.
Já o posfácio do livro é assinado pela jornalista Sheila Raposo, que enaltece a obra: “Natureza, cotidiano e sentimento. Sem medir nem regrar, Amanda Felix misturou esses ingredientes, dividiu-os em pequenos bocados, deitou-os sobre fôrma untada com paciência e esperou o cheiro de folhas novas se espalhar pelo ar. O resultado foi este fino biscoito chamado ‘Dos Haicais Perdidos”, sua estreia oficial no mundo das letras. Nenhuma receita literária poderia materializar o estado de ser de uma autora de maneira tão apropriada. Amanda é essa mistura em forma de gente”.
Fonte: Espaço-PB – Jorge Rezende – Imagem: Reprodução – Contato: jorgerezende.imprensa@gmail.com
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